O Canaltech viajou até a China para jogar Phantom Blade Zero, novo título de ação da S-Game. O convite partiu da própria desenvolvedora, que organizou um evento de hands-on com duração de uma semana, incluindo atividades em Pequim e Xangai. A experiência permitiu testar o jogo por cinco horas em computadores de última geração. A seguir, confira as impressões detalhadas do preview.
Imersão cultural antes do gameplay
Antes de colocar as mãos no jogo, os jornalistas foram conduzidos a uma verdadeira imersão na cultura chinesa. A programação incluiu visitas à Cidade Proibida e à Muralha da China, além de eventos culturais e degustação de culinária local. A desenvolvedora demonstrou preocupação em contextualizar o universo do game, que se passa na China antiga. Essa ambientação prévia ajudou a compreender as referências visuais e narrativas do título.
Embora as atividades turísticas tenham sido marcantes, o foco deste texto é o jogo em si. A transição da experiência cultural para o teste prático foi natural, pois os cenários do game ecoam as paisagens históricas visitadas.
Estrutura técnica do teste
Para o hands-on, a S-Game preparou um espaço com cerca de 40 PCs equipados com hardware de ponta. Cada máquina contava com placa de vídeo RTX 5080, processador Ryzen 7 9800X3D, 32 GB de memória DDR5 e periféricos ASUS ROG, incluindo monitor 4K. A configuração garantiu desempenho fluido durante as cinco horas de gameplay, sem quedas perceptíveis de frame rate.
Os jornalistas tiveram liberdade para explorar o jogo, mas não para alterar as opções gráficas. A equipe da S-Game manteve as configurações travadas, com o objetivo de que todos experimentassem o título rodando nativamente. Essa decisão, embora limitante para testes técnicos, assegurou uma experiência uniforme entre os participantes.
Gráficos e opções visuais
Ao sentar em frente ao computador, a primeira atitude foi verificar as opções gráficas disponíveis. O menu exibia tecnologias como DLSS 4.5, Ray Tracing e Path Tracing, indicando suporte a recursos avançados de renderização. No entanto, os desenvolvedores não permitiram alterações nessas configurações durante o evento. A intenção era que os jogadores sentissem o desempenho nativo do jogo, sem interferências de upscaling ou ajustes manuais.
Mesmo sem mexer nas opções, foi possível notar a qualidade visual do título. Os cenários apresentam texturas detalhadas e iluminação realista, com destaque para ambientes naturais. A falta de liberdade para configurar os gráficos pode frustrar entusiastas, mas a proposta do preview era avaliar a experiência padrão oferecida pela desenvolvedora.
Cenários inspirados na China antiga
O trecho inicial de Phantom Blade Zero é dominado por paisagens naturais exuberantes. Florestas, montanhas e rios compõem um cenário que remete imediatamente a Black Myth: Wukong, outro título ambientado na China antiga. A semelhança não é coincidência, já que ambos os jogos exploram a riqueza visual e cultural do país. A variedade de ambientes, mesmo no começo da aventura, sugere um mundo amplo e diversificado.
Os visuais impressionam pela atenção aos detalhes, como vegetação densa e efeitos de luz natural. A direção de arte consegue transmitir a grandiosidade das paisagens chinesas, criando uma atmosfera imersiva. A transição entre diferentes áreas naturais ocorre de forma orgânica, incentivando a exploração.
Gameplay e primeiras impressões
Durante as cinco horas de teste, o combate se mostrou ágil e responsivo, com mecânicas que lembram jogos de ação character action. O jogador controla um protagonista com habilidades variadas, enfrentando inimigos em duelos intensos. A fluidez dos movimentos e a precisão dos comandos foram pontos altos da experiência. Embora o preview tenha focado no início do jogo, já foi possível vislumbrar a profundidade do sistema de luta.
A dificuldade parece equilibrada, oferecendo desafio sem frustração excessiva. Os inimigos apresentam padrões de ataque distintos, exigindo atenção e estratégia. A progressão de habilidades, ainda que limitada no trecho testado, sugere um sistema de personalização robusto. A impressão geral é de um jogo com potencial para agradar fãs do gênero.
Considerações finais do preview
Phantom Blade Zero deixou uma impressão positiva, especialmente pelos gráficos e pela ambientação. A decisão de travar as opções gráficas, porém, impediu uma análise mais aprofundada do desempenho em diferentes configurações. A S-Game demonstrou confiança no produto ao apresentar o jogo em hardware de ponta, mas resta saber como ele se comportará em máquinas mais modestas.
O evento na China proporcionou uma visão privilegiada do título, unindo cultura e tecnologia. A expectativa agora é acompanhar o desenvolvimento até o lançamento oficial, quando mais detalhes sobre enredo e mecânicas completas serão revelados. A fonte não detalhou a data de lançamento ou as plataformas confirmadas além do PC.
Fonte
- canaltech.com.br
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