Preço do ouro fecha em alta com aversão a risco global
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O contrato mais líquido do ouro terminou o pregão desta quarta-feira (9) em alta, recuperando parte das perdas da sessão anterior e apoiado em um dólar enfraquecido ante os principais rivais. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro encerrou com alta de 0,48%, a US$ 4.460,70 por onça-troy. A prata para dezembro avançou 2,45%, a US$ 68,64 por onça-troy.

O metal precioso foi influenciado pela escalada de tensões no Oriente Médio, que elevaram o preço do petróleo, com o Brent ficando acima de US$ 100, e pelo avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries. Neste cenário, as perspectivas para a reação do Federal Reserve (Fed) à escalada inflacionária seguem determinantes para a cotação do metal, uma vez que o ouro compete como ativo de segurança com os títulos públicos americanos e levam desvantagem em tempos de juros altos por não pagarem rendimentos.

Tensões geopolíticas impulsionam busca por segurança

A escalada de tensões no Oriente Médio foi um dos principais motores da alta do ouro nesta sessão. O aumento do preço do petróleo, com o Brent superando a marca de US$ 100 por barril, refletiu preocupações com a oferta global e elevou a aversão ao risco nos mercados financeiros. Em momentos de incerteza geopolítica, investidores tradicionalmente recorrem ao ouro como reserva de valor, o que contribuiu para a recuperação do metal após as perdas da véspera.

Além disso, o avanço dos rendimentos dos Treasuries, que normalmente pressiona o ouro, não foi suficiente para conter a demanda por proteção. A combinação de riscos geopolíticos e inflação persistente manteve o interesse pelo metal, mesmo com a concorrência dos títulos públicos americanos. A fonte não detalhou a magnitude exata do impacto de cada fator, mas o movimento conjunto sugere que a busca por segurança prevaleceu sobre o custo de oportunidade.

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Dólar fraco dá suporte adicional ao metal

O enfraquecimento do dólar ante os principais rivais também favoreceu a valorização do ouro. Como o metal é cotado em dólar, uma moeda americana mais fraca torna o ouro mais barato para detentores de outras moedas, estimulando a demanda. Esse fator, aliado às tensões no Oriente Médio, criou um ambiente propício para a alta registrada na Comex.

A relação inversa entre o dólar e o ouro é um dos pilares do mercado de metais preciosos. Nesta quarta-feira, o movimento cambial foi um coadjuvante importante, embora as tensões geopolíticas tenham sido o destaque. A fonte não detalhou a variação percentual do dólar no dia, mas o contexto geral apontou para um recuo da moeda americana.

Política do Fed segue no radar dos investidores

As perspectivas para a reação do Federal Reserve à escalada inflacionária continuam sendo determinantes para a cotação do ouro. O metal compete como ativo de segurança com os títulos públicos americanos e leva desvantagem em tempos de juros altos, pois não paga rendimentos. Assim, qualquer sinal de que o Fed poderá manter ou elevar as taxas de juros tende a reduzir o apelo do ouro.

Por outro lado, se o banco central americano sinalizar uma pausa ou corte nos juros, o ouro pode se beneficiar, já que o custo de oportunidade de mantê-lo diminui. Nesta sessão, o avanço dos rendimentos dos Treasuries indicou expectativas de juros mais altos, mas o ouro ainda conseguiu subir, sugerindo que a demanda por segurança superou essa pressão. A fonte não detalhou as expectativas específicas para a próxima reunião do Fed.

Operação de recompra de Treasuries ganha destaque

O Tesouro dos EUA anunciou um aumento significativo no volume de sua operação planejada de recompra de Treasuries com vencimento entre 10 e 20 anos. O montante passou para US$ 6 bilhões, o triplo do habitual. Essa medida pode ter influenciado o mercado de títulos e, indiretamente, o ouro, ao afetar os rendimentos e a liquidez do mercado de dívida americana.

Operações de recompra de títulos pelo Tesouro podem reduzir a oferta disponível no mercado, pressionando os rendimentos para baixo. Isso, em tese, favoreceria o ouro, pois diminuiria a atratividade relativa dos Treasuries. No entanto, a fonte não detalhou o efeito imediato dessa operação sobre os rendimentos ou sobre o preço do ouro.

Projeções de petróleo reforçam cenário inflacionário

O Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos aumentou a projeção para o preço médio do petróleo Brent em 2026 e 2027 em relatório mensal. O órgão cita um mercado ainda apertado no curto prazo em função de restrições de exportação no Oriente Médio e de estoques globais em queda. Essa perspectiva de preços elevados do petróleo reforça as preocupações inflacionárias, o que pode manter o Fed em postura mais rígida.

Para o ouro, o cenário é ambíguo: por um lado, a inflação alta aumenta a busca por proteção; por outro, juros mais altos para combater a inflação reduzem o apelo do metal. Nesta sessão, o ouro conseguiu avançar, indicando que os fatores de risco e a fraqueza do dólar pesaram mais do que as expectativas de juros. A fonte não detalhou as projeções numéricas do DoE.

Prata acompanha alta e supera ouro em ganho percentual

A prata para dezembro avançou 2,45%, a US$ 68,64 por onça-troy, um ganho percentual bem superior ao do ouro. A prata, que tem uso industrial significativo, pode ter sido impulsionada também pelas perspectivas de demanda em um cenário de transição energética e pelo mesmo contexto de aversão ao risco. No entanto, a fonte não detalhou os fatores específicos para a prata.

O desempenho da prata reforça o movimento positivo dos metais preciosos como um todo. Em dias de forte aversão ao risco, ambos os metais tendem a se valorizar, mas a prata pode apresentar maior volatilidade devido ao seu duplo papel como ativo monetário e industrial. A relação ouro/prata, que mede quantas onças de prata são necessárias para comprar uma onça de ouro, pode ter se alterado, mas a fonte não forneceu esse dado.

Perspectivas para o curto prazo

O mercado de ouro segue sensível a três fatores principais: a evolução das tensões no Oriente Médio, a trajetória do dólar e as expectativas para a política monetária do Fed. A combinação desses elementos determinará se o metal conseguirá sustentar os ganhos ou se voltará a recuar. A fonte não detalhou projeções de analistas para os próximos dias.

Enquanto o petróleo permanecer acima de US$ 100 e as tensões geopolíticas persistirem, o ouro deverá manter um piso de demanda por segurança. Por outro lado, se os rendimentos dos Treasuries continuarem subindo, o metal poderá enfrentar resistência. O equilíbrio entre esses vetores será crucial para a definição da tendência de curto prazo.

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