Preço do bitcoin hoje: BTC avança aos US$ 81 mil
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O bitcoin (BTC) opera em leve alta neste sábado (19), mantendo o patamar de US$ 81 mil, estendendo os ganhos da sessão anterior. O movimento ocorre em um cenário de atenção às sinalizações do Federal Reserve (Fed) e às perspectivas para a política monetária dos Estados Unidos. A criptomoeda segue sustentando o suporte na região de US$ 80 mil, enquanto investidores monitoram os próximos passos do banco central americano.

Fed eleva juros e comunicação fica no foco

A decisão do Fed, que elevou os juros para 3,75%–4%, já estava amplamente precificada, e a atenção se concentrou na comunicação. Warsh afirmou que a inflação continua alta demais e que as condições financeiras não parecem restritivas, descrevendo a alta como uma retirada de acomodação monetária. A fala reforçou a percepção de que o ciclo de aperto monetário pode não ter chegado ao fim, o que tende a influenciar o apetite por ativos de risco, incluindo as criptomoedas.

Nesta sexta-feira (28), a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 57% de chance de o BC dos EUA elevar os juros em 25 pontos-base mais uma vez, para a faixa de 4%-4,25% ao ano na decisão de outubro. Esse dado indica que o mercado ainda precifica uma probabilidade majoritária de novo aumento, embora não seja unânime. A expectativa por juros mais altos costuma pressionar ativos especulativos, mas o bitcoin tem mostrado resiliência ao se manter acima dos US$ 80 mil.

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Juros altos drenam liquidez, mas tese de proteção ganha força

Os custos de capital cada vez mais elevados tendem a drenar os recursos das criptomoedas. No entanto, os analistas enxergam que o cenário pode reforçar a tese de investimento nas criptomoedas como uma alternativa aos ativos denominados em dólar ou dívida pública. Em um ambiente de inflação persistente e juros reais ainda incertos, o bitcoin pode ser visto como uma reserva de valor descentralizada, atraindo investidores que buscam diversificação fora do sistema financeiro tradicional.

Além disso, as próximas leituras de inflação e atividade dos Estados Unidos devem ficar no radar com os investidores monitorando a evolução das apostas para os juros em outubro, o comportamento dos fluxos para os ETFs de Bitcoin e a capacidade do BTC de sustentar o suporte na região de US$ 80 mil. A manutenção desse patamar é considerada crucial para evitar uma correção mais profunda, enquanto a aproximação de dados econômicos pode trazer volatilidade ao mercado.

Perspectivas para o bitcoin no curto prazo

Com o bitcoin estabilizado acima dos US$ 80 mil, o mercado observa se haverá fôlego para buscar novos patamares ou se a pressão macroeconômica limitará os ganhos. A ferramenta FedWatch indica que a decisão de outubro ainda é incerta, com 57% de chance de alta de 25 pontos-base, o que mantém os investidores em compasso de espera. A comunicação do Fed, especialmente as declarações de Warsh, sinaliza que a inflação segue como principal preocupação, o que pode adiar qualquer flexibilização monetária.

Os fluxos para os ETFs de Bitcoin também são um termômetro importante. Caso esses produtos continuem atraindo capital, isso pode dar suporte adicional ao preço, mesmo com juros elevados. Por outro lado, uma saída de recursos poderia aumentar a pressão vendedora. A fonte não detalhou os números mais recentes de fluxo, mas a menção na análise indica que esse é um fator monitorado de perto.

Em resumo, o bitcoin mantém-se firme no patamar de US$ 81 mil neste sábado, com os investidores atentos à política monetária americana e aos dados econômicos que virão. A resiliência da criptomoeda em um cenário de juros altos sugere que a tese de proteção contra a desvalorização de ativos tradicionais pode estar ganhando tração, mas a sustentação do suporte em US$ 80 mil é essencial para confirmar essa tendência.

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