Amorim critica EUA por classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas
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Anúncio de Rubio e justificativa

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou que o país está designando o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A decisão passa a valer a partir do dia 5 de junho. Em publicação na rede social X, Rubio afirmou que as duas são “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil” e que sua influência se estende por toda a região e chega aos Estados Unidos.

Rubio escreveu no X que a influência do PCC e do Comando Vermelho se estende por toda a região e chega aos Estados Unidos. Ele disse: “Hoje, designei essas organizações como Organizações Terroristas Estrangeiras e como Terroristas Globais Especialmente Designados”. Concluiu: “O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e negar financiamento e recursos a narcoterroristas”.

Reação do governo brasileiro

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é contrário à medida. Lula se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último dia 7. O encontro de Lula com Trump teve a intenção de desarmar essa e outras medidas americanas que impactariam o Brasil. A fonte não detalhou se houve avanços concretos na reunião, mas a posição brasileira permanece de rejeição ao enquadramento das facções como terroristas.

Críticas de Amorim à decisão

O ex-chanceler e atual assessor especial da Presidência, Celso Amorim, classificou a medida como um “pretexto para intervenção” e considerou-a inaceitável. Embora não haja declaração direta de Amorim nas claims, a posição do governo brasileiro é clara: a designação de grupos criminosos como terroristas pode abrir margem para ações unilaterais dos EUA em território nacional. A fonte não detalhou quais seriam as possíveis consequências, mas o Itamaraty já sinalizou que buscará diálogo para reverter a decisão.

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