Outubro Rosa: mamografia cai entre 50 e 69 anos
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O Outubro Rosa, campanha anual de conscientização sobre o câncer de mama, ganha um alerta importante neste ano. Um levantamento da FIDI aponta queda na realização de mamografias entre mulheres de 50 a 69 anos, faixa etária prioritária para o rastreamento da doença. Os dados foram divulgados em meio às ações do mês, reforçando a necessidade de ampliar o acesso e a adesão ao exame.

O levantamento também mostra uma mudança no perfil dos procedimentos realizados. Entre janeiro e julho de 2026, o volume de exames diagnósticos já superou em 5,1% o total registrado em todo o ano de 2025. Esse crescimento, porém, não se reflete necessariamente na prevenção, já que os exames de rastreamento — como a mamografia de rotina — podem estar sendo substituídos por procedimentos motivados por sintomas ou suspeitas clínicas.

Mudança no perfil dos exames preocupa

O aumento de 5,1% nos exames diagnósticos em apenas sete meses de 2026, comparado ao ano anterior completo, indica uma procura maior por investigação de alterações já identificadas. Isso pode significar que muitas mulheres estão deixando de fazer a mamografia preventiva e buscando o exame apenas quando percebem algo diferente nas mamas. A FIDI não detalhou os motivos dessa mudança, mas o cenário acende um alerta para a saúde pública.

Especialistas reforçam que a mamografia de rastreamento é essencial para detectar o câncer de mama em estágios iniciais, antes mesmo do aparecimento de sintomas. Quando o exame é feito apenas diante de sinais clínicos, a doença pode já estar em fase mais avançada, reduzindo as chances de tratamento bem-sucedido. A transição para um perfil mais diagnóstico, portanto, merece atenção das autoridades e da população.

Receios e percepções equivocadas

Vivian lembra que alguns receios e percepções equivocadas podem levar mulheres a adiar ou evitar a realização da mamografia. Entre os temores mais comuns estão o desconforto durante o exame, o medo do diagnóstico positivo e a crença de que a ausência de casos na família elimina o risco. Essas barreiras psicológicas, muitas vezes alimentadas por informações incorretas, contribuem para a queda na adesão ao rastreamento.

Além disso, a rotina atribulada e a falta de tempo também são apontadas como fatores que levam ao adiamento do exame. Muitas mulheres priorizam outras demandas e deixam a própria saúde em segundo plano. A campanha do Outubro Rosa busca justamente combater essa tendência, incentivando a marcação da mamografia como um compromisso inadiável com o bem-estar.

Diagnóstico precoce amplia possibilidades

“Quando um achado é identificado precocemente, as chances de sucesso no tratamento são maiores e, em muitos casos, as possibilidades terapêuticas também são mais amplas. O objetivo não é criar medo, mas mostrar que informação, prevenção e acompanhamento podem fazer diferença na trajetória da mulher”, destaca Vivian. A fala reforça a importância de encarar o exame como uma ferramenta de cuidado, e não como uma ameaça.

O diagnóstico precoce permite intervenções menos agressivas, como cirurgias conservadoras e terapias direcionadas, preservando a qualidade de vida da paciente. Em contrapartida, tumores detectados tardiamente exigem tratamentos mais complexos e apresentam taxas de sobrevida menores. Por isso, a mamografia regular é considerada a principal aliada na luta contra o câncer de mama.

Como superar as barreiras ao exame

Para reverter a queda nas mamografias, é fundamental investir em educação em saúde e acolhimento. Profissionais de saúde podem orientar as pacientes sobre o procedimento, esclarecendo dúvidas e desmistificando crenças. A criação de ambientes acolhedores nos serviços de imagem também contribui para reduzir a ansiedade e o desconforto associados ao exame.

Além disso, políticas públicas que facilitem o acesso, como a oferta de horários estendidos e unidades móveis de mamografia, podem aumentar a cobertura do rastreamento. A divulgação de informações claras sobre a importância do exame, especialmente durante o Outubro Rosa, é uma estratégia eficaz para mobilizar a população feminina.

Informação como ferramenta de prevenção

A campanha do Outubro Rosa tem um papel crucial na disseminação de conhecimento sobre o câncer de mama. Ao levar informações confiáveis para a sociedade, ela ajuda a combater mitos e a incentivar a adoção de hábitos preventivos. A mamografia, quando realizada regularmente, é capaz de reduzir significativamente a mortalidade pela doença.

O levantamento da FIDI serve como um chamado à ação para gestores, profissionais de saúde e para as próprias mulheres. A queda nos exames de rastreamento entre 50 e 69 anos é um dado que não pode ser ignorado. Reforçar a importância da mamografia e derrubar barreiras de acesso e de percepção são passos essenciais para mudar esse cenário.

Em um mês dedicado à conscientização, a mensagem central é clara: a prevenção salva vidas. Fazer a mamografia periodicamente é um ato de autocuidado e de responsabilidade com a própria saúde. A informação, aliada ao acesso ao exame, é a melhor estratégia para enfrentar o câncer de mama.

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