Recorde histórico do ouro
O ouro superou US$ 4.200 por onça pela primeira vez nesta quarta-feira (15). Por volta de 9h50 (horário de Brasília), o metal precioso à vista registrava alta de 1,4%, cotado a US$ 4.200,12.
Mais cedo na sessão, o ouro à vista atingiu recorde de US$ 4.217,95. Os contratos futuros de ouro dos EUA para dezembro também mostraram ganhos de 1,3%, chegando a US$ 4.216,20.
Expectativas de corte de juros
Probabilidades do Federal Reserve
Os operadores financeiros precificam corte de 25 pontos-base nas taxas americanas para outubro e outro movimento similar em dezembro. Ontem (14), a probabilidade de redução no final deste mês era de 97,3%.
Hoje, essa chance permanece elevada em 96,7%. Metais preciosos tendem a se beneficiar em ambientes de juros mais baixos.
Performance anual impressionante
Neste ano, o ouro acumula valorização de aproximadamente 59%. Esse movimento supera a maioria dos ativos financeiros tradicionais.
Fatores de sustentação
- Incertezas geopolíticas
- Tensões comerciais entre grandes economias
- Perspectiva de cortes nas taxas de juros dos EUA
Contexto macroeconômico
Guerra comercial global
O ambiente de incerteza criado pela guerra comercial tem contribuído para a fuga para qualidade. Investidores buscam refúgio em ativos considerados mais seguros.
A combinação entre política monetária flexível e riscos geopolíticos cria cenário propício para a valorização do metal amarelo.
Perspectivas para o mercado
As projeções de cortes nas taxas americanas continuam a sustentar expectativas positivas. A manutenção das altas probabilidades sugere ambiente favorável no curto prazo.
A performance de 59% neste ano demonstra força do movimento de valorização. O mercado acompanhará as próximas decisões do Federal Reserve.
