Ouro cai e prata despenca 9,8% com corte de juros dos EUA menos
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Mercado de metais fecha em forte baixa

Os preços do ouro e da prata registraram quedas expressivas nesta quinta-feira na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex).

O contrato do ouro para abril encerrou o pregão com baixa de 2,94%, sendo negociado a US$ 4.948,40 por onça-troy. Em contraste, a prata para março apresentou queda ainda mais acentuada, tombando 9,81% e fechando a US$ 75,68 por onça-troy.

Essas movimentações refletem um cenário de ajuste no mercado de commodities, influenciado por fatores macroeconômicos globais.

Impacto da política monetária americana

O desempenho dos metais preciosos está diretamente ligado às expectativas sobre a política monetária dos Estados Unidos. Dados recentes da economia americana têm sinalizado uma resistência que pode adiar possíveis cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve.

Esse contexto reduz o apelo do ouro como ativo de proteção, tradicionalmente buscado em momentos de incerteza ou de juros mais baixos. A prata, por sua vez, muitas vezes amplifica os movimentos do ouro devido à sua natureza volátil e à dupla função como metal industrial e de investimento.

Dados econômicos americanos surpreendem

Os números do mercado de trabalho nos Estados Unidos continuam a surpreender analistas e investidores. Nesta quinta-feira, foi divulgado que os pedidos de auxílio-desemprego no país caíram para 227 mil.

A expectativa dos economistas, no entanto, era de um recuo ligeiramente maior, para 226 mil. Embora a diferença seja pequena, o dado reforça a tendência de um mercado de trabalho aquecido, observada nas últimas semanas.

Consolidação do relatório de empregos

Essa informação chega logo após a divulgação do Payroll, o relatório de empregos não-agrícolas, na quarta-feira. O indicador, considerado um dos mais importantes da economia americana, veio muito acima do esperado.

Juntos, esses dados robustos diminuem a pressão sobre o Federal Reserve para iniciar um ciclo de afrouxamento monetário, mantendo os juros em patamares elevados por mais tempo. Consequentemente, ativos como o ouro, que não rendem juros, perdem atratividade frente a títulos da dívida americana.

Analistas apontam para normalização e volatilidade

Instituições financeiras começam a interpretar essas movimentações como parte de um processo de ajuste. O Saxo Bank, por exemplo, cita que o foco renovado nos dados econômicos americanos aponta para um certo grau de normalização após o recente pico de volatilidade.

Isso significa que, após um período de grandes oscilações impulsionadas por incertezas geopolíticas e expectativas de cortes de juros, o mercado agora parece estar mais atento aos fundamentos econômicos tradicionais.

Influência do Ano Novo Lunar chinês

Além disso, o banco destaca um fator sazonal que pode influenciar os preços nas próximas semanas: o feriado do Ano Novo Lunar chinês. Segundo a análise, o período festivo na China pode reduzir ainda mais o apetite pelo risco e a liquidez dos metais.

O país é um dos maiores consumidores globais de ouro. Essa redução na atividade comercial pode contribuir para um ambiente de menor volume e, potencialmente, maior volatilidade nos preços.

Especulação na China preocupa consultorias

Outro elemento que chama a atenção dos especialistas é o comportamento do mercado chinês. A Capital Economics emitiu um alerta sobre o uso crescente de alavancagem e negociação de futuros para obter exposição ao ouro na China.

Segundo a consultoria, essa prática sugere que o recente aumento na demanda de Pequim pelo metal dourado está mais alinhado com uma bolha especulativa em expansão do que com uma tradicional fuga para a segurança.

Riscos de maior volatilidade

Esse cenário preocupa os analistas, pois tende a amplificar as oscilações de preço. De acordo com a Capital Economics, o fenômeno provavelmente contribuirá para uma maior volatilidade no mercado do ouro.

A consultoria adverte que, seguindo essa tendência, poderá haver mais casos de oscilações bruscas de preços, como as observadas no início deste ano. Esse alerta ressalta os riscos associados a movimentos de mercado impulsionados mais por especulação do que por fundamentos econômicos sólidos.

Cenário geopolítico permanece em observação

Enquanto os fatores econômicos dominam as atenções, o cenário geopolítico também segue sendo monitorado pelos investidores. Nesta quarta-feira (11), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se reuniu com o ex-presidente americano Donald Trump.

Após o encontro, Netanyahu afirmou que os iranianos poderiam ser forçados a aceitar “um bom acordo”, em referência às tensões na região.

Impacto limitado no mercado

Declarações como essa, envolvendo potências do Oriente Médio, tradicionalmente têm o potencial de impactar os mercados financeiros, incluindo o de metais preciosos. Em momentos de alta tensão geopolítica, o ouro costuma ser buscado como um porto seguro.

No entanto, a reação do mercado às falas de Netanyahu parece ter sido limitada nesta quinta-feira, com os investidores priorizando a digestão dos fortes dados econômicos americanos. A situação demonstra como múltiplos fatores podem influenciar os preços, com o foco oscilando entre diferentes drivers a cada sessão.

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