NVIDIA confirma DLSS 5 para placas RTX 40
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Um representante da NVIDIA revelou na última quinta-feira (3) que a ferramenta de upscaling DLSS 5 não estará “presa” às placas de vídeo GeForce RTX 50. De acordo com a mensagem no fórum da fabricante, a tecnologia também está prevista para chegar às GPUs da linha GeForce RTX 40. A declaração acalma parte dos usuários que temiam ficar de fora da nova geração de recursos gráficos, mas ainda deixa lacunas sobre prazos e desempenho.

Compatibilidade ampliada para a série RTX 40

A confirmação de que o DLSS 5 será compatível com a arquitetura Ada Lovelace representa uma mudança significativa na estratégia da NVIDIA. Historicamente, a empresa costuma associar novas versões do Deep Learning Super Sampling a hardwares mais recentes, incentivando a troca de placas. Agora, ao estender o suporte às RTX 40, a companhia sinaliza que a tecnologia pode ser adaptada a GPUs com menor poder de processamento dedicado a inteligência artificial.

A fonte não detalhou se todas as placas da linha RTX 40 receberão o recurso ou se haverá limitações em modelos de entrada, como a RTX 4060.

Na página do fórum, o funcionário afirma que a equipe continua a aprimorar o software e que ele se encontra em um patamar superior ao que foi apresentado no início de 2026. Contudo, ainda não há data para sua implementação nos hardwares mais antigos. Essa ausência de cronograma mantém os consumidores em compasso de espera, especialmente aqueles que adquiriram placas RTX 40 nos últimos dois anos e desejam aproveitar os benefícios do upscaling com geração de quadros aprimorada.

Desenvolvimento em estágio avançado

O representante da NVIDIA destacou que o software evoluiu desde sua primeira demonstração pública. A versão inicial levou um semestre para chegar ao público, com o lançamento de NBA 2K27. Esse histórico sugere que a adaptação para as RTX 40 pode ocorrer em um intervalo menor, já que a equipe da fabricante estará mais experiente. No entanto, o próprio funcionário pondera que não se deve depositar todas as esperanças nisso, pois erros e problemas podem obrigá-los a voltar às RTX 50 no meio do processo.

Essa ressalva é importante porque o DLSS 5, no estado atual, compromete a performance dos PCs e notebooks, com quedas de até 60%. Isso significa que, mesmo em máquinas com as placas mais modernas, a ativação do recurso pode reduzir drasticamente a taxa de quadros por segundo. Ainda deve demorar para vermos uma otimização que satisfaça a NVIDIA e os jogadores que tenham as placas mais modernas. A fonte não detalhou quais cenários de teste geraram essa queda, mas o número indica que o software exige um alto custo computacional.

Foco em hardware de alto desempenho

Além disso, a companhia mira quem tem um PC high-end. Nos testes, é notável que foram usados processadores de ponta — como o AMD Ryzen 9 9800X3D — e memórias RAM de 64 GB, que hoje são vendidas pelo preço de uma moto seminova. Essa configuração robusta evidencia que o DLSS 5 foi projetado para operar em conjunto com componentes de elite, o que pode limitar sua viabilidade em sistemas intermediários.

Para os donos de RTX 40 com CPUs mais modestas ou 16 GB de RAM, a experiência pode ficar aquém do esperado.

A escolha por hardware de alto padrão também levanta questões sobre a escalabilidade da tecnologia. Se a NVIDIA pretende levar o DLSS 5 às RTX 40, será necessário adaptar o algoritmo para funcionar em máquinas com menor largura de banda de memória e menor quantidade de núcleos tensores. A fonte não detalhou se haverá perfis de qualidade reduzidos ou se a implementação exigirá configurações mínimas específicas.

Compatibilidade limitada a um único jogo

Apesar de o DLSS 5 trazer mais realismo, ele não opera da forma como foi acusado nos últimos meses. Por ser compatível, por enquanto, apenas com o novo título de basquete da 2K Games, resta ver de que forma atuará em experiências de diferentes gêneros e escala — como em um mundo aberto. A limitação a NBA 2K27 restringe a avaliação do público e da imprensa especializada, pois o jogo de esporte tem demandas gráficas distintas de um RPG ou de um shooter em primeira pessoa.

Essa restrição também impede que os usuários testem o DLSS 5 em títulos que já possuem suporte a versões anteriores, como Cyberpunk 2077 ou Alan Wake 2. A fonte não detalhou se a NVIDIA planeja lançar um driver ou patch que habilite o recurso em outros jogos antes da chegada às RTX 40. Até lá, a tecnologia permanece como uma promessa com demonstração limitada.

Críticas e controvérsias recentes

Porém, as coisas não estão fáceis para a companhia e sua tecnologia foi chamada de “Lixo de IA”. Criadores do emulador de PS3 detonam novo DLSS 5 da NVIDIA. As críticas públicas de desenvolvedores independentes adicionam pressão sobre a equipe de software, que precisa equilibrar inovação com estabilidade. A fonte não detalhou os motivos exatos das reclamações, mas o termo pejorativo sugere insatisfação com a qualidade visual ou com o impacto no desempenho.

Essas controvérsias podem influenciar a percepção do consumidor antes mesmo de o DLSS 5 chegar às RTX 40. Se a tecnologia não convencer nos testes com as placas mais potentes, dificilmente será bem recebida em hardwares mais antigos. A NVIDIA, por sua vez, não se pronunciou oficialmente sobre as críticas além da mensagem no fórum.

O que esperar da implementação

A confirmação de que o DLSS 5 chegará às RTX 40 é um passo importante, mas ainda cercado de incertezas. Sem data definida, com queda de performance de até 60% e compatibilidade restrita a um único jogo, a tecnologia precisa evoluir antes de se tornar viável para o grande público. A experiência com o NBA 2K27 servirá como laboratório para ajustes, e a equipe da NVIDIA terá que lidar com as críticas da comunidade.

Para os proprietários de placas RTX 40, a recomendação é acompanhar os canais oficiais da fabricante e não criar expectativas de curto prazo. A fonte não detalhou se haverá um beta aberto ou um programa de testes para usuários selecionados. Até que novos anúncios sejam feitos, o DLSS 5 permanece como uma promessa de realismo gráfico com custo computacional elevado.

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