Lula 4: nomes cotados para o novo governo
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a desenhar os contornos de seu quarto mandato, com a expectativa de reaproveitar nomes de confiança e criar novas estruturas ministeriais. Entre os cotados para retornar ao primeiro escalão estão o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ex-ministro da Educação Camilo Santana e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. A informação foi confirmada por aliados do governo, que apontam ainda a intenção de instituir um Ministério da Segurança Pública para enfrentar o aumento da violência.

Alckmin como ponte com o setor produtivo

Geraldo Alckmin, que já foi ministro e intensificou contatos com empresários, é visto como um aliado estratégico. Se não for na Fazenda, ainda assim Alckmin poderá exercer alguma função relevante no governo Lula 4, com a missão de dialogar mais com o chamado “PIB”, em referência a empresários e aos principais setores da economia brasileira, conta um aliado do governo.

Não à toa, durante a campanha, em especial na corrida do segundo turno, o vice também intensificou o contato com industriais e empresários de São Paulo, seu reduto político e estado que governou por quatro vezes. Essa aproximação reforça o papel de Alckmin como articulador entre o Planalto e o mercado.

Retorno de ministros do terceiro mandato

Além de Alckmin, outros nomes que ocuparam ministérios no terceiro mandato de Lula também podem retornar, com algum protagonismo. Vide Camilo Santana, ex-ministro da Educação, que teve papel decisivo na coordenação da campanha do petista no segundo turno.

Outro nome é Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, cuja volta ao governo também não é descartada, pela grande lealdade de Lula a ele — Haddad foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa ao governo de São Paulo nas últimas eleições. A lealdade presidencial pode pesar na escolha de Haddad para uma nova pasta.

Ministério da Segurança Pública em gestação

Outro aceno que Lula pretende dar em seu último mandato presidencial — ele fará 85 anos em 2030 — seria a criação do Ministério da Segurança Pública. O presidente até declarou recentemente já ter um nome em mente para ocupar o posto, mas ainda não revelou quem.

A medida é vista como resposta ao aumento da violência e à necessidade de uma política nacional coordenada. A fonte não detalhou o escopo da nova pasta nem o perfil do escolhido.

Reavaliação de ministérios e comunicação

A leitura também é a de que muitos ministros tiveram, na volta de Lula ao poder, em 2023, passagens sem expressão ou brilho que, em muitos momentos, atrapalharam a comunicação dos feitos do governo, na visão de fontes do Executivo.

Outra avaliação é a de que ministérios novos, criados na atual administração para dialogar com bases importantes, como as pastas das Mulheres, dos Povos Indígenas e da Igualdade Racial, não tiveram atuação destacada. Essa percepção pode levar a uma reformulação dessas estruturas no próximo mandato.

Espaço para derrotados nas urnas

Outra preocupação no novo governo de Lula também seria realocar ministros e parlamentares que saíram derrotados nas eleições de 2026. Um dos principais nomes lembrados pelo entorno do presidente é o de João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB — partido de Alckmin.

Reconhecido por sua atuação nas redes sociais, apesar da tímida presença da esquerda nos meios digitais, Campos é filho do falecido Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, mas perdeu este ano a disputa eleitoral ao governo do seu estado para a governadora Raquel Lyra (PSD), agora reeleita.

MDB rediscute espaço no governo

É o caso das ex-ministras do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e do Planejamento, Simone Tebet (MDB), que não conseguiram se eleger senadoras em São Paulo, e do ex-ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), que perdeu a eleição na tentativa de voltar ao governo de Alagoas.

O MDB de Renan Filho e Tebet, aliás, é um partido que deve rediscutir sua relação no governo Lula 4. Durante o atual governo, o Ministério dos Transportes entrou na cota do partido no Senado e o das Cidades, na cota do partido na Câmara — com o ex-ministro Jader Filho (MDB).

Jader, reeleito deputado federal pelo Pará, é irmão de Helder Barbalho (MDB), ex-governador paraense, eleito agora senador pelo estado e importante aliado de Lula que também pode ter atuação no novo governo, ainda que apenas na base governista no Congresso.

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