Keir Starmer não deixará cargo por caso Mandelson-Epstein
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Starmer rejeita pedidos de renúncia e afirma permanência

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou nesta segunda-feira que não se demitirá. Ele rejeitou pressões internas relacionadas ao escândalo envolvendo Peter Mandelson e o financiador Jeffrey Epstein.

A declaração ocorre horas após o líder trabalhista escocês, Anas Sarwar, solicitar publicamente sua saída. Enquanto isso, membros do governo manifestam apoio a Starmer.

Resistência firme à pressão interna

Declaração determinada do primeiro-ministro

Keir Starmer deixou claro que não pretende abandonar suas responsabilidades. “Não estou preparado para abandonar o meu mandato nem a minha responsabilidade para com o meu país”, afirmou.

Ele reforçou sua confiança ao declarar: “Todas as lutas em que já participei, venci”. Esta postura sugere que encara o atual desafio como mais uma batalha a ser superada.

Divisão visível no Partido Trabalhista

A declaração de Starmer contrasta com apelos recentes dentro de seu próprio partido. Vários legisladores trabalhistas questionaram se ele sobreviveria no cargo.

Anas Sarwar expressou publicamente sua posição, reconhecendo a dificuldade: “Isto não é fácil nem é indolor, pois tenho uma amizade genuína com Keir Starmer”.

Ele justificou seu pedido argumentando que “a distração precisa de acabar”, referindo-se ao impacto político do caso Mandelson-Epstein.

Apoio de figuras-chave do governo

Demonstrações públicas de respaldo

O vice-primeiro-ministro David Lammy escreveu no X: “Não devemos deixar que nada nos distraia da nossa missão de mudar a Grã-Bretanha e apoiamos o primeiro-ministro nesse objetivo”.

A ministra dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper, também se posicionou a favor: “Neste momento crucial para o mundo, precisamos da sua liderança, não só a nível interno, mas também a nível mundial”.

A antiga vice-primeira-ministra Angela Rayner afirmou que Starmer conta com “todo” o seu apoio.

Origens do escândalo Mandelson-Epstein

Nomeação controversa

O caso remonta a dezembro de 2024, quando Starmer nomeou Mandelson para o cargo diplomático mais importante da Grã-Bretanha. Na época, o primeiro-ministro sabia que Mandelson tinha mantido contacto com Epstein após a condenação do financeiro em 2008.

Epstein foi condenado por solicitar a prostituição de uma menor. Esta informação, que posteriormente se tornou pública, levantou questões sobre os critérios de seleção utilizados pelo governo.

Demissão e consequências

O primeiro-ministro britânico demitiu Mandelson em setembro de 2025. As consequências políticas da nomeação, no entanto, continuaram a se desdobrar.

A demissão não foi suficiente para conter as críticas. Revelações sobre a extensão do envolvimento de Mandelson com o financiador mantiveram o caso em evidência.

Pedido de desculpas e promessa de transparência

Reconhecimento de falhas

Na quinta-feira anterior às declarações sobre sua permanência, Starmer pediu desculpas às vítimas de Epstein. “Peço desculpa. Lamento o que vos foi feito”, afirmou o primeiro-ministro.

Ele continuou: “Lamento que tantas pessoas com poder vos tenham falhado, lamento ter acreditado nas mentiras de Mandelson e tê-lo nomeado”. Este mea culpa representou uma tentativa de assumir responsabilidade pelo erro de julgamento.

Compromisso com esclarecimentos

Como parte deste esforço de transparência, Starmer prometeu divulgar a documentação sobre o processo de seleção de Mandelson.

Segundo o governo, a documentação mostrará que Mandelson enganou os funcionários sobre as suas ligações a Epstein. Isto sugere que o ex-diplomata ocultou informações relevantes durante sua indicação.

Desdobramentos recentes e caminho à frente

Saída de Mandelson do partido

Mandelson demitiu-se do Partido Trabalhista a 1 de fevereiro. Este movimento parece buscar distanciar a legenda do escândalo.

A saída, no entanto, não resolveu as questões políticas que continuam a pressionar o primeiro-ministro. A nomeação ocorreu sob responsabilidade direta de Starmer.

Desafios políticos imediatos

A determinação de Starmer em permanecer no cargo será testada pela capacidade de unificar seu partido. Ele precisa seguir com a agenda governamental enquanto enfrenta resistência interna.

A promessa de transparência sobre o caso Mandelson pode ajudar a dissipar dúvidas. O impacto político do escândalo, porém, já alterou dinâmicas dentro do Partido Trabalhista.

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