Quando discutimos inovação em saúde, é comum que o debate se concentre nas tecnologias, nas pesquisas ou nos avanços científicos. No entanto, existe um fator menos visível, embora decisivo para que a inovação aconteça: o ambiente de negócios. Essa reflexão norteou os debates do XI Fórum ABIIS, deste ano, que reuniu especialistas para discutir os desafios do setor.
Ambiente de negócios como pilar da inovação
O fórum destacou que, sem um ambiente favorável, mesmo as melhores tecnologias podem não se traduzir em inovação efetiva. A burocracia e a falta de previsibilidade foram apontadas como obstáculos recorrentes.
Entraves nos incentivos fiscais
Há entraves na utilização de incentivos fiscais, cuja burocracia compromete a velocidade dos investimentos. Recursos que poderiam ser rapidamente reinvestidos em inovação permanecem represados por processos administrativos demorados.
Convergência entre setores: um caminho promissor
Apesar dos desafios, o evento trouxe sinais importantes de convergência entre governo e setor produtivo. Essa aproximação é vista como essencial para destravar o potencial inovador da saúde no Brasil.
Estratégia contínua e integrada
No entanto, o verdadeiro diferencial será a capacidade de transformar boas iniciativas em uma estratégia contínua, previsível e integrada.
Vozes do setor
Davi Uemoto, diretor executivo da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI), e Rafael Braile, CEO da Braile Biomédica, participaram dos debates. Ambos reforçaram a necessidade de um ecossistema que vá além da tecnologia, priorizando políticas públicas estáveis e incentivos eficientes.
O XI Fórum ABIIS deixou claro: inovar em saúde exige mais do que tecnologia. É preciso criar as condições para que a inovação floresça de forma sustentável.
