ICE atira em homem dentro de carro em Nova York
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Agentes de imigração dos Estados Unidos atiraram e feriram um homem nessa quinta-feira (8) dentro de seu carro, na presença de uma criança, no bairro de Marble Hill, na cidade de Nova York, segundo o prefeito, a polícia municipal e testemunhas oculares. O incidente ocorreu durante uma operação do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, na sigla em inglês), desencadeando uma crise política entre a administração municipal e o governo federal.

O prefeito Zohran Mamdani, em comunicado, afirmou que relatos iniciais indicam que os agentes cercaram o homem e uma criança de 5 anos dentro do carro antes de dispararem vários tiros. A presença da criança no veículo elevou a gravidade do episódio, gerando reações imediatas de autoridades locais e da comunidade. A fonte não detalhou a distância dos disparos nem o número exato de tiros efetuados.

Prefeito relata negociação frustrada com governo

Em entrevista coletiva no final da noite, Mamdani declarou ter estado ao telefone com o presidente Trump e com o secretário de Segurança Interna, Mullin, negociando a libertação do homem baleado pelos agentes do ICE. Segundo o prefeito, essas negociações não tiveram sucesso. A declaração sugere um impasse entre a prefeitura e as autoridades federais sobre o acesso ao ferido e o desfecho do caso.

O prefeito também afirmou ter pedido ao governo Trump que o ICE suspenda suas ações de fiscalização na cidade de Nova York. A solicitação reflete o descontentamento da administração municipal com a conduta dos agentes federais, especialmente em áreas residenciais e com a presença de menores. A fonte não detalhou se houve resposta formal do governo federal ao pedido.

Autoridades criticam atuação do ICE

Mamdani foi enfático ao criticar a operação: “Essas ações estão tornando a cidade menos segura”, declarou. Em seguida, ampliou o tom: “Esta cidade quer que o ICE saia. Queremos o ICE fora da nossa cidade, das nossas escolas, dos nossos hospitais, fora das nossas ruas, longe das nossas crianças.” As palavras do prefeito ecoam um sentimento de rejeição à presença do ICE em espaços comunitários, um tema sensível em cidades com grande população imigrante.

A comissária da Polícia de Nova York, Jessica Tisch, informou que a criança que estava no carro não sofreu ferimentos físicos. A NYPD localizou a criança com um membro da família após uma verificação de bem-estar. A rápida localização e o estado de saúde da criança trouxeram alívio, mas não dissiparam as preocupações sobre o trauma psicológico decorrente do episódio.

Versão do Departamento de Segurança Interna

O Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão ao qual o ICE está vinculado, informou em comunicado que agentes do ICE estavam realizando uma “operação de fiscalização direcionada” no Bronx, em Nova York, para prender um homem da República Dominicana com antecedentes criminais. A operação, segundo o DHS, visava um alvo específico, mas o desfecho envolveu disparos e ferimentos.

O homem, que teria 28 anos, havia sido preso duas vezes na cidade de Nova York em 2023 e 2025, segundo a comissária Tisch. A fonte não detalhou a natureza das prisões anteriores nem o status legal do indivíduo no momento do incidente. A idade e o histórico criminal foram os únicos dados divulgados pelas autoridades locais.

O DHS acrescentou que, durante o incidente, um agente do ICE disparou sua arma e o “criminoso estrangeiro em situação irregular” ficou ferido. Os agentes do ICE prestaram socorro imediato, e o indivíduo está vivo e em um hospital local. A declaração do DHS contrasta com a narrativa do prefeito, que enfatizou a presença da criança e a falta de sucesso nas negociações para libertação do homem.

Divergências e lacunas no caso

As versões apresentadas pelo prefeito e pelo DHS divergem em pontos centrais. Mamdani destacou que os agentes cercaram o carro com a criança dentro e dispararam vários tiros, enquanto o DHS descreveu uma operação direcionada contra um alvo com antecedentes criminais. A fonte não detalhou se o homem era o alvo da operação ou se estava acompanhado de outras pessoas além da criança.

Outra lacuna refere-se ao estado de saúde do ferido. O DHS informou que o homem está vivo e hospitalizado, mas não especificou a gravidade dos ferimentos nem se há risco de vida. O prefeito, por sua vez, não forneceu atualizações sobre o quadro clínico, limitando-se a relatar o fracasso das negociações para sua libertação. A ausência de informações oficiais sobre o local do hospital e o acesso da família ao paciente alimenta incertezas.

A presença de uma criança de 5 anos no veículo levanta questões sobre o protocolo de uso da força em operações do ICE. Especialistas em direitos civis costumam apontar que a presença de menores deve ser considerada antes de qualquer ação tática, mas a fonte não detalhou se houve violação de diretrizes internas. O caso pode gerar investigações adicionais por parte de órgãos de fiscalização.

Repercussão e próximos passos

O incidente reacendeu o debate sobre a atuação do ICE em cidades-santuário, como Nova York, onde políticas locais limitam a cooperação com autoridades federais de imigração. O prefeito Mamdani, ao pedir a suspensão das fiscalizações, alinhou-se a setores que defendem maior restrição às operações do ICE em áreas urbanas. A resposta do governo federal, até o momento, não foi divulgada.

A comunidade de Marble Hill, bairro com significativa população imigrante, expressou preocupação com a segurança de crianças e famílias durante operações de fiscalização. Testemunhas oculares relataram à imprensa local o momento dos disparos, mas a fonte não detalhou seus depoimentos. A polícia municipal abriu investigação sobre o uso da força, e o DHS conduz sua própria revisão interna, conforme prática padrão.

Enquanto o homem ferido permanece hospitalizado, a criança está sob os cuidados de um familiar, segundo a NYPD. O desfecho do caso dependerá das investigações em curso e das negociações entre a prefeitura e o governo federal. A fonte não detalhou prazos para conclusão dos procedimentos nem possíveis medidas judiciais.

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