Hospital Universitário FMJ ONA recebe recertificação Nível 3
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O Hospital Universitário (HU) da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) foi recertificado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) no Nível 3 – Acreditado com Excelência, reconhecimento que atesta a maturidade dos processos de gestão, qualidade e segurança adotados pela instituição. A conquista, anunciada recentemente, consolida o HU como referência em excelência hospitalar na região. Trata-se do mais alto grau de acreditação concedido pela ONA, que avalia desde a estrutura física até a cultura organizacional voltada à melhoria contínua.

Para alcançar esse patamar, o hospital passou por uma avaliação criteriosa, que considerou indicadores assistenciais, protocolos de segurança e a integração entre as equipes. A recertificação não é um evento isolado, mas o resultado de um esforço permanente para manter padrões elevados em todos os setores. O processo envolveu desde a alta gestão até os profissionais da linha de frente, demonstrando que a qualidade é uma responsabilidade compartilhada.

O significado da recertificação ONA Nível 3

A acreditação ONA Nível 3, também chamada de “Acreditado com Excelência”, é o estágio mais avançado do sistema brasileiro de avaliação da qualidade hospitalar. Ela indica que a instituição não apenas cumpre requisitos básicos de segurança e organização, mas também demonstra maturidade na gestão integrada de processos, com foco em resultados clínicos e na experiência do paciente. Para o HU da FMJ, essa conquista reafirma seu compromisso com a assistência de alta complexidade e com a formação de profissionais de saúde.

Diferentemente dos níveis anteriores, que avaliam a estrutura e a padronização de processos, o Nível 3 exige evidências de melhoria contínua e de cultura organizacional voltada à excelência. Isso significa que o hospital precisa comprovar, por meio de indicadores e auditorias, que seus fluxos de trabalho são revisados e aprimorados constantemente. A recertificação, portanto, não é apenas um selo, mas a confirmação de que o HU mantém um ciclo virtuoso de qualidade.

O papel da equipe de qualidade

Para Larissa Gleisy Dias de Oliveira, enfermeira da Qualidade do HU, a recertificação representa o reconhecimento de um trabalho construído diariamente por toda a instituição. Ela destaca que o processo envolveu a colaboração de diversos setores, desde a enfermagem até a administração, e que cada profissional contribuiu para o alcance desse resultado. A dedicação da equipe foi essencial para superar os desafios da avaliação e demonstrar a solidez dos processos internos.

Durante o processo de recertificação, Larissa contou também com o apoio do assistente da Qualidade, Ryan Henrique Dias Roberto, especialmente na elaboração de relatórios e no acompanhamento das informações necessárias para a avaliação. A parceria entre os dois profissionais reflete a importância do trabalho em equipe na área da qualidade, onde a precisão dos dados e a organização documental são fundamentais para o sucesso da acreditação.

A visão de quem participou do processo

Para Ryan, participar desse processo foi uma experiência de aprendizado e também motivo de orgulho. “Qualidade não significa perfeição. Significa manter a excelência diariamente. Tenho orgulho de fazer parte desse processo de recertificação do HU”, destaca. A declaração resume a filosofia que permeia a cultura do hospital: a busca constante pela melhoria, sem a ilusão de que a perfeição seja um estado permanente, mas sim um compromisso renovado a cada dia.

O envolvimento de profissionais como Ryan e Larissa evidencia que a acreditação não é um projeto de um único setor, mas uma construção coletiva. A troca de conhecimentos entre diferentes áreas fortalece a capacidade do hospital de responder às exigências da ONA e, mais importante, de oferecer um cuidado cada vez mais seguro e eficaz aos pacientes.

Números que refletem a dimensão do HU

Com 136 leitos, o Hospital Universitário registrou, em 2025, um volume expressivo de atendimentos, que demonstra sua relevância para a região. Foram 47.441 pacientes triados no Pronto-Socorro, número que evidencia a alta demanda por serviços de urgência e emergência. Esses dados, embora parciais, ilustram a complexidade da operação e a necessidade de processos bem estruturados para garantir a qualidade assistencial mesmo em cenários de grande pressão.

A gestão de um hospital com esse perfil exige planejamento rigoroso e capacidade de adaptação. A recertificação ONA Nível 3, nesse contexto, funciona como um atestado de que o HU está preparado para lidar com os desafios do dia a dia sem abrir mão da segurança do paciente e da eficiência operacional. A fonte não detalhou outros indicadores assistenciais, mas os números apresentados já sinalizam a magnitude do serviço prestado.

Impacto para pacientes e comunidade

Para os pacientes e a comunidade de Jundiaí e região, a recertificação ONA Nível 3 traz a garantia de que o hospital segue padrões rigorosos de qualidade e segurança. Isso se traduz em menor risco de eventos adversos, maior adesão a protocolos clínicos e uma experiência de cuidado mais humanizada. Além disso, o reconhecimento fortalece a credibilidade da instituição, que também atua como campo de ensino para futuros médicos e profissionais de saúde.

A presença de um hospital acreditado no mais alto nível beneficia todo o ecossistema de saúde local, pois estimula a troca de boas práticas e eleva o padrão de referência para outras instituições. A FMJ, como faculdade de medicina, ganha um diferencial importante na formação de seus alunos, que têm a oportunidade de vivenciar uma cultura de qualidade desde a graduação.

Próximos passos e manutenção da excelência

A recertificação ONA Nível 3 não encerra o ciclo de melhoria contínua do Hospital Universitário da FMJ. Pelo contrário, ela impõe a responsabilidade de manter e aprimorar os padrões alcançados, com monitoramento constante de indicadores e atualização de protocolos. A equipe de qualidade, liderada por profissionais como Larissa e Ryan, seguirá desempenhando um papel central nesse processo, garantindo que a excelência seja uma prática diária e não apenas um marco pontual.

O desafio agora é sustentar o nível de maturidade organizacional exigido pela ONA, o que demanda investimento contínuo em capacitação, tecnologia e gestão de processos. A instituição, ao demonstrar que já possui essa base sólida, está preparada para enfrentar as próximas avaliações e continuar oferecendo um atendimento de referência à população.

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