Guerra no Irã limita orientação do Fed sobre juros, diz Kashkari
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O presidente do Federal Reserve (Fed) de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou que a guerra no Irã limita a capacidade do banco central americano de fornecer orientação sobre os juros, diante da incerteza econômica gerada pelo conflito. Em declarações recentes, Kashkari disse que não se sente confortável em sinalizar um corte nas taxas e que o Fed pode até mesmo ter que aumentar os juros.

Impacto da guerra na economia

A guerra começou quando o presidente dos EUA, Donald Trump, e Israel lançaram ataques aéreos contra o Irã, em 28 de fevereiro. O conflito levou a um aumento maciço nos preços da energia em todo o mundo e piorou um cenário de inflação nos EUA. Esse choque inflacionário complica o trabalho do Fed, que busca equilibrar o controle da inflação com o suporte ao crescimento econômico.

Kashkari destacou que a guerra introduziu riscos e incertezas em todos os aspectos da economia. “Não me sinto confortável em sinalizar que um corte nas taxas está previsto. Talvez estejamos em cenários piores, talvez tenhamos que ir na direção oposta”, afirmou. A declaração reflete a dificuldade do Fed em projetar os próximos passos da política monetária.

Dissidência no Fed

Kashkari fez parte de uma onda de dissidentes excepcionalmente grande na mais recente reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed. Ele votou contra a linguagem utilizada pela instituição em sua declaração de política monetária. Na última quarta-feira, o Fed manteve sua taxa de juros estável, na faixa de 3,5% a 3,75%.

O Fed manteve a linguagem que indicava que as autoridades ainda consideravam coletivamente que o próximo passo do banco central seria um corte na taxa. No entanto, os líderes dos bancos regionais do Fed de Cleveland e Dallas se juntaram a Kashkari em uma divergência contra essa orientação. Uma outra autoridade do Fed, o diretor Stephen Miran, discordou a favor de um corte nas taxas.

Posição dos dissidentes

Os três dissidentes regionais do Fed apoiaram a manutenção das taxas estáveis. Em comentários posteriores, eles disseram que os juros podem precisar subir ou cair, dependendo de como a guerra afetar a economia. Essa posição cautelosa reflete a incerteza predominante entre os formuladores de política monetária.

A divergência interna no Fed sinaliza que o banco central está dividido sobre o rumo dos juros. Enquanto a maioria ainda projeta cortes futuros, uma minoria significativa alerta que o cenário de guerra pode exigir aperto monetário. A fonte não detalhou quando o Fed poderá ter mais clareza sobre os efeitos econômicos do conflito.

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