Flávio Dark Horse: senador evita detalhar contratos
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se recusou a fornecer detalhes sobre os contratos do filme Dark Horse, que homenageia seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em sabatina promovida pela TV Globo, ele classificou o assunto como um “livro fechado” e afirmou que não há nada de errado no financiamento privado obtido junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A declaração ocorre em meio a investigações sobre fraudes bilionárias envolvendo a instituição financeira e o governo federal.

Financiamento privado sem contrapartida, afirma senador

Durante a sabatina, Flávio defendeu a legalidade do patrocínio milionário ao filme. “Não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um financiamento privado de um filme do próprio pai. Apesar de ser senador, não teve nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República para esse investidor”, declarou. O parlamentar ressaltou que Vorcaro não recebeu qualquer benefício em troca do aporte financeiro.

O senador também citou que o dono do Banco Master patrocinou projetos da Rede Globo, sugerindo que a prática é comum no mercado. “Todo o patrocínio que foi feito no filme foi usado no filme”, afirmou, reforçando que os recursos foram integralmente aplicados na produção. A fonte não detalhou o valor exato do investimento, mas mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que o acordo foi tratado diretamente entre o banqueiro e Flávio, mesmo após a prisão de Vorcaro em novembro de 2025.

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Perícia não encontrou dinheiro público, diz Flávio

Flávio afirmou que uma perícia já concluiu que não houve uso de dinheiro público no filme. Segundo ele, a análise técnica comprovou a origem privada dos recursos. “Me sinto na obrigação de prestar todos os esclarecimentos porque sou candidato à Presidência da República”, declarou, justificando sua disposição em falar sobre o tema. No entanto, ele não apresentou o laudo pericial nem detalhou os termos do contrato.

A recusa em detalhar o acordo gerou questionamentos durante a sabatina. Pressionado, o senador voltou a atribuir o caso das fraudes bilionárias do Banco Master ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Quem tem que prestar contas não sou eu; é o Lula que tem que prestar contas”, disse na semana passada, após reunião na Fiesp, em São Paulo. A fonte não detalhou se houve novas perguntas sobre o contrato após essa fala.

Contrato verbal e autorização de imagem

Segundo Flávio, ele não firmou nenhum contrato formal com Daniel Vorcaro. A parte do senador, explicou, foi apenas autorizar o uso de sua imagem ao lado do banqueiro. “É um livro que está fechado, ressignificado e na prateleira para quem quiser abrir e ter acesso na hora que quiserem”, declarou, usando uma metáfora para indicar que o caso está encerrado. A fonte não detalhou se houve algum documento assinado ou acordo verbal.

As mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro, porém, sugerem que o financiamento foi tratado diretamente entre o banqueiro e Flávio Bolsonaro. A troca de mensagens ocorreu mesmo depois da prisão do dono do Master, em novembro de 2025. A fonte não detalhou o conteúdo exato das mensagens nem se elas indicam valores ou condições específicas.

Operação Wi-Fi e contexto político

O caso Dark Horse se insere em um cenário mais amplo de investigações. No dia 1º de junho, a Polícia Civil desencadeou a Operação Wi-Fi, que mirou uma licitação da Prefeitura no valor de R$ 108 milhões vencida pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB). O instituto é uma ONG de propriedade de Karina Ferreira da Gama. Ela e a Prefeitura negam irregularidades. A fonte não detalhou a relação entre essa operação e o financiamento do filme.

Flávio Bolsonaro, que se apresenta como pré-candidato à Presidência, tem usado as aparições públicas para rebater as acusações e transferir o foco para o governo federal. Durante a sabatina, ele reiterou que o patrocínio foi privado e de boa-fé, e que não houve qualquer favorecimento ilícito. A fonte não detalhou se o senador pretende divulgar os contratos ou se responderá a novos questionamentos sobre o tema.

O caso segue sem definição jurídica, e as investigações sobre o Banco Master continuam em andamento. Enquanto isso, Flávio mantém a posição de que o assunto está encerrado e que não deve mais explicações. A fonte não detalhou os próximos passos da defesa do senador nem se haverá novas revelações sobre o financiamento de Dark Horse.

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