O senador Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente do presidente Lula em nova pesquisa Quaest sobre a disputa presidencial, divulgada nesta semana. No cenário de segundo turno, o parlamentar registra 42% das intenções de voto, contra 41% do petista. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro, o que mantém o quadro de empate técnico.
O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 20 de setembro, com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, e contratado pelo Grupo Globo. Os números reforçam a estabilidade do cenário, com Flávio Bolsonaro liderando numericamente pela segunda pesquisa consecutiva da Quaest.
Vantagem numérica se mantém no segundo turno
Na rodada anterior, divulgada em 14 de setembro, Flávio Bolsonaro já aparecia à frente, com 42% contra 40% de Lula. Agora, a distância caiu para um ponto, mas o senador segue em posição numericamente superior. O empate técnico, porém, impede qualquer afirmação categórica sobre quem venceria a eleição.
Além dos dois líderes, o cenário de segundo turno inclui 14% de votos brancos, nulos ou abstenção — um ponto a mais que na pesquisa anterior — e 3% de indecisos, ante 5% no levantamento passado. A redução dos indecisos sugere uma leve cristalização das intenções de voto, embora o movimento seja pequeno.
Primeiro turno mostra disputa acirrada
No primeiro turno, Lula mantém a dianteira, mas com vantagem menor. O petista soma 36% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 31%. Na pesquisa anterior, os números eram 36% e 31%, respectivamente, com distância de cinco pontos. Agora, a diferença caiu para quatro pontos, indicando leve aproximação do senador.
O terceiro colocado, Augusto Cury (Avante), registra 6%, ligeira queda em relação aos 7% do levantamento anterior. Os demais candidatos — Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata) — não pontuaram. A fonte não detalhou o desempenho individual desses postulantes.
Pesquisa inclui novo candidato do PRTB
Esta é a primeira pesquisa Quaest a incluir Leonardo Avalanche (PRTB) na disputa. Ele assumiu a candidatura do partido depois que a Justiça Eleitoral barrou Pablo Marçal. A entrada de Avalanche no levantamento não alterou significativamente o quadro geral, mas amplia o leque de opções para o eleitorado.
A inclusão de um novo nome pode influenciar a distribuição de votos, especialmente entre eleitores que buscavam alternativas fora da polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. No entanto, os números atuais não mostram impacto relevante de Avalanche nas intenções de voto.
Cenário político influencia o levantamento
O trabalho de campo da Quaest ocorreu em meio ao agravamento da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a partir do caso do Banco Master e de Daniel Vorcaro. Esses temas estão no centro do debate político desde o início do mês e podem ter afetado a percepção dos eleitores.
Além disso, a coleta de dados foi realizada integralmente depois do decreto que reajustou o valor do Bolsa Família em 15%, assinado por Lula no dia 17 de setembro. Medidas de impacto social costumam influenciar a avaliação do governo, embora a pesquisa não detalhe o efeito específico dessa mudança sobre as intenções de voto.
Metodologia e margem de erro
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro não foi informada nas claims disponíveis, mas o empate técnico no segundo turno indica que a diferença de um ponto está dentro do intervalo de confiança estatística.
A pesquisa foi contratada pelo Grupo Globo, o que garante transparência sobre a origem do levantamento. A amostra abrange eleitores de diferentes perfis, mas a fonte não detalhou a distribuição geográfica ou demográfica dos entrevistados.
Leitura do cenário eleitoral
Os números da Quaest mostram um cenário de estabilidade, com Flávio Bolsonaro numericamente à frente no segundo turno, mas sem vantagem estatisticamente significativa. A queda na diferença do primeiro turno, de cinco para quatro pontos, sugere uma disputa mais apertada, embora Lula ainda lidere nesse cenário.
A redução dos indecisos e o leve aumento de brancos e nulos podem indicar um eleitorado mais definido, mas ainda distante de uma definição clara. O contexto político, marcado por crises institucionais e medidas sociais, adiciona camadas de complexidade à leitura dos dados.
Para os próximos levantamentos, será importante observar se a tendência de aproximação no primeiro turno se consolida e se o empate técnico no segundo turno se mantém ou se rompe em favor de um dos candidatos.
Fonte
- investnews.com.br
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