Estratégia da EQI Research para janeiro
A EQI Research realizou ajustes em sua carteira recomendada de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) para janeiro. A principal mudança foi o aumento da exposição ao segmento de escritórios, com redução leve na alocação de fundos híbridos.
A analista Carolina Borges, responsável pelo portfólio, busca otimizar rentabilidade e risco conforme as condições de mercado. Esses movimentos refletem análise contínua das oportunidades no setor imobiliário.
A casa mantém foco em ativos com potencial de valorização e geração de renda recorrente. As principais movimentações são detalhadas a seguir.
Inclusão do Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11)
A EQI adicionou o Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) com peso de 5% na carteira. A decisão se baseia em três fatores principais:
- Geração recorrente de renda
- Gestão ativa do portfólio
- Exposição a regiões corporativas consolidadas
Características do RCRB11
O fundo concentra 80% de sua área locável nos eixos Paulista, Itaim Bibi e Vila Olímpia, em São Paulo. Essas regiões apresentam:
- Baixos níveis de vacância
- Elevada liquidez
Além disso, o FII negocia com desconto relevante em relação ao valor patrimonial. O P/VP está em torno de 0,7 vez, indicando oportunidade de entrada vantajosa.
Reduções em posições específicas
A casa reduziu parcialmente duas posições em sua carteira:
- Guardian Real Estate (GARE11): de 7,5% para 5%
- Pátria Renda Urbana (HGRU11): de 7,5% para 5%
Esses ajustes visam rebalancear a carteira e realocar recursos para outras oportunidades identificadas. As posições mantêm peso significativo na estratégia geral.
A EQI monitora constantemente o desempenho de todos os ativos. As mudanças não indicam visão negativa sobre os fundos, mas otimização da alocação.
Desempenho recente da carteira
Resultados de dezembro
Em dezembro, a carteira da EQI valorizou 3,21%. Esse resultado ficou em linha com a alta de 3,24% do IFIX, principal índice do setor de fundos imobiliários.
Performance acumulada em 2025
No acumulado de 2025, o portfólio apresentou ganho de 23,2%. O índice IFIX avançou 21,3% no mesmo período.
Esses números mostram que a estratégia superou o benchmark. A performance positiva reforça a confiança nas decisões de alocação da equipe.
Contexto do mercado de escritórios
O aumento da exposição a escritórios ocorre durante recuperação gradual do setor. Regiões consolidadas, como as do RCRB11, têm se mostrado resilientes.
Baixa vacância e alta liquidez indicam demanda sustentada nesses polos corporativos. Por outro lado, o corte em fundos híbridos sugere avaliação cautelosa sobre ativos que combinam diferentes tipos de propriedades.
A EQI prioriza setores com fundamentos mais claros e previsíveis. Essa abordagem busca equilibrar risco e retorno em ambiente de incertezas.
Perspectivas e próximos passos
A carteira ajustada para janeiro reflete visão otimista, porém seletiva, sobre o mercado imobiliário. A inclusão do RCRB11 e as reduções em GARE11 e HGRU11 são movimentos estratégicos para capitalizar tendências específicas.
A analista Carolina Borges continuará monitorando indicadores econômicos e setoriais. Investidores interessados devem considerar seu perfil de risco e horizonte de investimento.
A EQI não detalhou planos futuros para outras mudanças na carteira. O desempenho nos próximos meses será crucial para validar as decisões tomadas.
