Fazenda cria secretaria para mercado de carbono
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Nova secretaria para o clima

O Ministério da Fazenda oficializou nesta quinta-feira (16) a criação da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono. A medida representa um passo decisivo para a operacionalização do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE).

Além disso, a pasta considera o sistema essencial para o incentivo à descarbonização da economia nacional. A secretaria dará ao Ministério da Fazenda o poder de elaborar normas para o funcionamento do sistema.

Também caberá à nova estrutura coordenar estudos técnicos e firmar parcerias estratégicas. Dessa forma, o governo busca estabelecer as bases para um mercado de carbono robusto no país.

Estrutura e liderança definidas

A secretaria será liderada pela economista Cristina Reis, que ocupava o cargo de subsecretária de Desenvolvimento Econômico Sustentável na Secretaria de Política Econômica. Sua experiência anterior na área de desenvolvimento sustentável é vista como adequada para os novos desafios.

A nomeação reforça o caráter técnico da iniciativa. A estrutura da Semc contará com duas subsecretarias:

  • Regulação e Metodologias
  • Implementação

Essa divisão organizacional permitirá abordar diferentes aspectos do mercado de carbono de forma especializada.

Atribuições das subsecretarias

A subsecretaria Regulação e Metodologias é responsável por:

  • Estudos técnicos
  • Elaboração de critérios para o reconhecimento de créditos de carbono

Essas atividades são fundamentais para garantir a credibilidade do sistema.

Já a subsecretaria de Implementação ficará encarregada de:

  • Estabelecimento das regras de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV)
  • Desenvolvimento do Registro Central de ativos

Essas ferramentas são essenciais para a transparência e rastreabilidade das operações.

Objetivos do sistema

O SBCE está previsto para entrar em operação em 2030, segundo informações disponíveis. O sistema é visto pela pasta como essencial para o estímulo de investimentos em atividades de baixo carbono.

Essa perspectiva alinha-se com as tendências globais de transição energética. Além disso, o mecanismo busca incentivar a descarbonização da economia brasileira.

A criação da secretaria representa a institucionalização desse compromisso. O prazo de implementação permite um período de preparação adequado.

Competências da nova pasta

A secretaria terá como principais atribuições:

  • Formulação de atos e políticas climáticas e de descarbonização
  • Coordenação dessas políticas em diferentes níveis
  • Gestão do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa

Essa abrangência demonstra o caráter transversal da agenda climática. A secretaria atuará como órgão gestor do mecanismo, garantindo seu funcionamento adequado.

Preparação para 2030

O período até 2030 será utilizado para o desenvolvimento completo do sistema de comércio de emissões. A secretaria coordenará os trabalhos necessários para viabilizar a operação do SBCE.

Esse cronograma permite um planejamento detalhado das ações. A criação da estrutura especializada antecipa em vários anos o início das operações.

Essa antecedência estratégica busca garantir que todos os aspectos estejam devidamente equacionados. O mercado de carbono representa uma frente importante na política econômica nacional.

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