As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram crescimento de 3,7% em junho, totalizando US$ 3,472 bilhões. Essa foi a primeira alta após o tarifaço imposto pelo governo Donald Trump. O avanço foi impulsionado pelo aumento médio de 11% dos preços dos produtos exportados. Já o volume embarcado para o mercado norte-americano caiu 6,6%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Superávit mensal, mas déficit no semestre
Em junho, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos apresentou equilíbrio, com leve superávit brasileiro de US$ 1 milhão. As importações dos Estados Unidos somaram US$ 3,471 bilhões, queda de 12,3% em relação ao mesmo mês de 2025.
Apesar da recuperação em junho, o acumulado do primeiro semestre ainda registra queda nas vendas brasileiras para os Estados Unidos. As exportações no período totalizaram US$ 17,428 bilhões, recuo de 13% ante o primeiro semestre de 2025. As importações somaram US$ 18,950 bilhões, retração de 12,5%, resultando em déficit de US$ 1,522 bilhão.
China amplia liderança como parceira
A China manteve a posição de principal parceiro comercial do Brasil e registrou forte crescimento nas compras de produtos brasileiros. Em junho, as exportações para o país asiático atingiram US$ 12,291 bilhões, alta de 24,4%. As importações da China somaram US$ 7,801 bilhões, avanço de 27,1%.
No acumulado do semestre, as vendas para a China totalizaram US$ 58,322 bilhões, crescimento de 21,9%.
União Europeia expande comércio
O comércio com a União Europeia também apresentou expansão em junho. O governo considera prematuro medir os impactos do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o bloco europeu, que entrou em vigor provisoriamente em maio.
As exportações para a União Europeia somaram US$ 4,888 bilhões em junho, alta de 32,4%. As importações do bloco totalizaram US$ 4,708 bilhões, crescimento de 13,9%.
No primeiro semestre, as exportações para a União Europeia alcançaram US$ 26,906 bilhões, aumento de 12,8%. As importações somaram US$ 24,263 bilhões, leve queda de 0,4%.
Segundo Herlon Brandão, do Mdic, já existem relatos de empresas que aproveitam os benefícios do acordo, mas ainda não há dados suficientes para medir seu impacto sobre o comércio exterior.
Argentina perde espaço
As exportações para a Argentina recuaram em junho, reflexo da menor demanda do mercado vizinho por produtos brasileiros, segundo o Mdic. A fonte não detalhou o valor exato do recuo, mas indicou que a tendência de queda se mantém, em meio às dificuldades econômicas do país.
Fonte
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