Matemáticos questionam modelo cosmológico por erro na energia escura
Crédito: www.inovacaotecnologica.com.br
Crédito: <a href="https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=matematicos-provam-energia-escura-erro&id=010130260625" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">www.inovacaotecnologica.com.br</a>

Uma equipe de matemáticos publicou um estudo que desafia um dos pilares da cosmologia moderna: a energia escura. Os pesquisadores, liderados por Blake Temple, da Universidade da Califórnia em Davis, argumentam que a aceleração da expansão do Universo pode ser explicada sem a necessidade desse componente misterioso. O artigo, divulgado em 25 de junho de 2026 na revista Proceedings of the Royal Society A, sugere que a energia escura seria um erro de interpretação dos dados.

Instabilidade nos modelos de Friedmann

Os matemáticos analisaram as equações de Einstein-Euler, que combinam a Relatividade Geral com a dinâmica dos fluidos. Essas equações são usadas para modelar galáxias, buracos negros e a expansão cósmica. Eles descobriram que os espaços-tempos de Friedmann — modelos matemáticos que descrevem a expansão do Universo — são instáveis tanto em pequenas quanto em grandes escalas de comprimento no Big Bang. Segundo Temple, essas soluções instáveis são consideradas não físicas: “Você nunca as observará na natureza”.

Analogia do lápis em equilíbrio

Para ilustrar o conceito, Temple fez uma analogia: “Todas as forças estão em equilíbrio quando um lápis está em pé, então é uma solução das equações. Mas é instável. Qualquer sopro de ar e ele cai.” Essa instabilidade, segundo os pesquisadores, contesta frontalmente o modelo Lambda-CDM (Λ-CDM), o modelo cosmológico padrão do Big Bang, que depende da constante cosmológica (Λ) e da matéria escura fria (CDM).

Uma explicação mais simples

A instabilidade identificada sugere uma explicação baseada inteiramente na estrutura da teoria original de Einstein. Ao analisar as trajetórias das soluções que se afastam desse ponto de instabilidade, os matemáticos descobriram que a dinâmica natural de expansão do fluido gera curvas de aceleração que imitam perfeitamente os efeitos que a cosmologia atualmente atribui à energia escura. Temple resumiu: “A instabilidade de todos os espaços-tempos de Friedmann à expansão acelerada sugere uma explicação mais simples e natural para a aceleração do Universo do que a energia escura.”

Implicações para a cosmologia

O estudo, intitulado “The instability of critical and underdense Friedmann spacetimes at the Big Bang as an alternative to dark energy”, foi assinado por Christopher Alexander, Blake Temple e Zeke Vogler. Ele foi publicado no volume 482, edição 2338, da revista Proceedings of the Royal Society A, com DOI 10.1098/rspa.2025.0912. Os matemáticos literalmente eliminaram a energia escura da equação, propondo que a aceleração cósmica é uma consequência natural da instabilidade dos modelos de Friedmann. A comunidade científica agora aguarda novas discussões sobre o tema.

Fonte

By

0 0 votos
Classificação
guest

Resolva a soma:
+ 63 = 71


0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários