A Empiricus Research anunciou nesta semana alterações em sua carteira recomendada de ações para janeiro. As mudanças refletem um reposicionamento estratégico com foco em empresas sensíveis ao cenário de juros.
O ajuste ocorre após um desempenho negativo do portfólio em dezembro, em contraste com a valorização do principal índice da bolsa brasileira.
Principais mudanças na carteira recomendada
A principal alteração envolveu o aumento da exposição ao papel da Direcional (DIRR3). Por outro lado, a Empiricus reduziu a participação do Itaú Unibanco (ITUB4) na composição da carteira.
Esses movimentos foram conduzidos pela equipe de análise, que inclui o analista-chefe Felipe Miranda e a analista Larissa Quaresma.
Por que reforçar a Direcional?
Segundo os analistas, a oportunidade surgiu após uma forte correção recente no preço das ações da Direcional. Essa queda foi ocasionada principalmente por ruídos relativos à corrida eleitoral, criando uma janela para entrada.
Apesar da volatilidade momentânea, a companhia segue com fundamentos sólidos, conforme destacado pela análise. Essa combinação de fatores justificou o aumento da alocação no ativo.
Fundamentos da Direcional em destaque
A Empiricus Research avalia que a Direcional mantém:
- Excelência operacional
- Uma das melhores perspectivas de crescimento do setor
Essas características são consideradas fundamentais para o investimento de longo prazo. Além disso, o papel é sensível a juros, o que o torna particularmente atraente na atual conjuntura.
Sensibilidade aos juros como vantagem
A tese de queda da taxa Selic em 2026 pode beneficiar significativamente a empresa. Os analistas destacam que o Brasil pode surpreender em 2026, criando um ambiente favorável para ativos com esse perfil.
A sensibilidade aos juros torna a Direcional uma aposta estratégica para quem antecipa um ciclo de afrouxamento monetário. Essa visão está alinhada com as expectativas de mudança no cenário macroeconômico global.
Cenário global e oportunidades de investimento
O enfraquecimento estrutural do dólar deve sustentar a diversificação de capital para mercados emergentes, incluindo o Brasil. Esse movimento é impulsionado pelo aumento da liquidez global, decorrente da política monetária americana.
Tais fatores criam um ambiente propício para investimentos em ativos brasileiros, segundo a análise da Empiricus. A combinação de condições domésticas e internacionais forma a base da estratégia.
Setores beneficiados pelos fluxos globais
Nesse contexto, os analistas veem oportunidades em setores e empresas que podem capturar esses fluxos. A Direcional, com sua sensibilidade a juros e sólidos fundamentos, se encaixa nesse perfil.
A expectativa é que o papel se beneficie tanto da dinâmica interna quanto das tendências globais. Essa perspectiva integrada guiou as decisões de alocação para janeiro.
Desempenho recente do portfólio
Em dezembro, o portfólio da Empiricus teve um desempenho negativo de 3,2%. Em contraste, o Ibovespa (IBOV), principal índice da bolsa brasileira, valorizou 3,2% no mesmo período.
Essa divergência pode ter influenciado os ajustes realizados para o mês seguinte. A análise do desempenho relativo é parte do processo contínuo de gestão da carteira.
Performance acumulada em 2024
No acumulado do ano, entretanto, o portfólio da Empiricus subiu 30,4%. O Ibovespa, por sua vez, registrou alta de 36,5% no mesmo período.
Esses números mostram que, apesar do recuo em dezembro, a estratégia gerou retornos positivos ao longo de 2024. Os ajustes para janeiro buscam melhorar o desempenho diante do novo cenário.
Estratégia para o início de 2025
As mudanças na carteira recomendada indicam uma postura ativa diante das oportunidades identificadas. O foco em papéis sensíveis a juros, como a Direcional, reflete uma aposta na trajetória futura da economia brasileira.
A redução no Itaú Unibanco sugere uma realocação de recursos para setores com maior potencial no curto prazo. Cada movimento é justificado pela análise fundamentada nos dados disponíveis.
Monitoramento contínuo do mercado
A Empiricus Research continuará monitorando o mercado e ajustando suas recomendações conforme necessário. A equipe de analistas mantém o compromisso de identificar oportunidades baseadas em fundamentos e cenários macroeconômicos.
Os investidores que seguem as recomendações devem acompanhar as atualizações para tomar decisões informadas. O reposicionamento para janeiro é mais um capítulo nessa estratégia dinâmica.
