Torcedores do Brasil e do México acordaram nesta segunda-feira (6) sentindo o peso de eliminações dolorosas na Copa do Mundo da FIFA. Duas das maiores cervejarias do mundo – AB InBev e Heineken – provavelmente também vão sentir o impacto.
Risco para vendas na América Latina
Analistas do Morgan Stanley afirmam que existe o risco de as vendas do terceiro trimestre na América Latina ficarem abaixo do esperado depois que a Seleção Brasileira e a seleção mexicana foram eliminadas no domingo. Desaparece a expectativa de um boom no consumo de cerveja que poderia ocorrer caso as equipes avançassem até a final, marcada para 19 de julho.
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AB InBev e Heineken na mira
O Morgan Stanley afirma que a AB InBev, fabricante de marcas como Corona e Skol, é a empresa “mais exposta” a esse risco, por causa de sua forte presença no Brasil e no México. A Heineken também tem uma exposição considerada “relevante”. As ações da AB InBev fecharam em queda de mais de 4% em Bruxelas nesta segunda-feira. As ações da Heineken recuaram 1,4% em Amsterdã nesta segunda-feira.
Impacto maior do Brasil
Para Sarah Simon e os demais analistas do Morgan Stanley, a eliminação precoce do Brasil deve ter um impacto maior do que a do México, já que o mercado brasileiro de cerveja é maior e as expectativas em torno da campanha da Seleção eram mais elevadas. “Vemos esse impacto negativo principalmente como a perda de um crescimento adicional que teria ocorrido caso uma das seleções avançasse mais na competição”, escreveram os analistas.
Não está claro até que ponto isso será suficiente para compensar a perda de vendas de cerveja na América Latina.
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