Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso em operação da PF
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Banqueiro é detido em São Paulo

Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso na manhã desta quarta-feira (4) em São Paulo. A ação foi realizada por agentes da Polícia Federal.

Ele é alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Master.

As informações foram divulgadas inicialmente pelo portal G1. O banqueiro já se encontra detido na Superintendência da Polícia Federal na capital paulista.

Mandados são expedidos pelo STF

Segundo a PF, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.

As ordens judiciais abrangem os estados de São Paulo e Minas Gerais. Um dos mandados de prisão preventiva era especificamente contra o banqueiro.

As investigações contam com o apoio do Banco Central, indicando um esforço coordenado entre diferentes órgãos de controle.

Bloqueio de bens atinge R$ 22 bilhões

O STF determinou também o afastamento de investigados de cargos públicos, além de medidas cautelares severas. A corte ordenou o sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões.

Esse valor reflete a dimensão econômica do caso. As decisões buscam preservar ativos enquanto as investigações avançam.

A medida evita possíveis manobras para esvaziar patrimônio. Ela evidencia a preocupação das autoridades com a magnitude das operações financeiras em análise.

Histórico de prisões e monitoramento

Primeira detenção em 2025

Vorcaro foi detido pela primeira vez em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Na ocasião, ele tentava viajar para Dubai para fechar negócios, mas foi interceptado pelas autoridades.

O banqueiro foi solto no dia 29 do mesmo mês, após cumprir parte da prisão temporária. Passou a responder em liberdade, sob monitoramento eletrônico.

Condição revogada

Essa condição agora foi revogada com a nova ordem de prisão preventiva. A revogação marca uma mudança significativa no status legal do investigado.

Novas evidências motivam prisão

A nova decisão de prisão preventiva teria sido motivada por trocas de mensagens encontradas no celular do banqueiro. Isso foi de acordo com apuração do jornal O Globo, que teve acesso a detalhes das investigações.

Segundo a publicação, Vorcaro teria um grupo de WhatsApp chamado “A turma”. Nele, supostamente eram discutidos assuntos relevantes para o caso.

No grupo teriam sido discutidas ações violentas contra pessoas consideradas adversárias. Esse elemento pesou na avaliação judicial.

Outros alvos e desdobramentos

Investigações se estendem

O cunhado dele, Fabiano Zettel, também está entre os alvos da ação. A inclusão de familiares sugere que as autoridades buscam mapear toda a rede envolvida nas operações.

Com os mandados sendo cumpridos em múltiplos estados, a operação deve gerar novos desdobramentos nas próximas horas.

Buscas em andamento

As buscas e apreensões em curso podem trazer à tona mais documentos e provas para o inquérito. A fonte não detalhou quantas pessoas já foram detidas além de Vorcaro.

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