Dólar cai levemente e fecha a R$ 5,36 com baixa liquidez
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Dólar inicia semana com baixa modesta

O dólar comercial iniciou a semana mais fraco nesta segunda-feira, 19 de fevereiro. A moeda norte-americana à vista (USDBRL) encerrou a sessão cotada a R$ 5,3640.

Isso representa um recuo de 0,16% em relação ao fechamento anterior. O movimento ocorreu em um ambiente de baixa liquidez, condição que frequentemente amplifica oscilações técnicas.

Forte do dólar no exterior

Por volta das 17 horas (horário de Brasília), o índice DXY operava em queda de 0,34%, aos 99,053 pontos. Este índice mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas globais, incluindo o euro e a libra esterlina.

A combinação entre a fraqueza do dólar no exterior e as condições locais de mercado ajudou a pressionar a cotação para baixo no Brasil.

Feriado nos EUA reduz movimentação

A principal razão para a liquidez limitada foi a ausência do mercado norte-americano. O mercado permaneceu fechado por conta do feriado do Dia de Martin Luther King Jr.

Com a redução no volume de negócios, os movimentos no câmbio tenderam a ser mais influenciados por ajustes técnicos. Não houve a pressão de grandes fluxos de capital.

Postura cautelosa dos investidores

Em dias como este, operadores e investidores frequentemente adotam uma postura mais cautelosa. Aguardam o retorno da normalidade para tomar decisões de maior porte.

A expectativa é que, com a reabertura do mercado americano, a liquidez volte aos patamares habituais. Isso traria mais clareza sobre a direção dos preços.

Tensões geopolíticas permanecem no radar

Além das condições técnicas, as tensões geopolíticas continuaram a ser monitoradas de perto. No fim de semana anterior, o presidente norte-americano Donald Trump renovou ameaças comerciais.

Em um post publicado no sábado, 17 de fevereiro, na plataforma Truth Social, Trump afirmou que novas tarifas de importação de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro.

Países afetados pelas tarifas

As tarifas incidiriam sobre mercadorias provenientes de:

  • Dinamarca
  • Noruega
  • Suécia
  • França
  • Alemanha
  • Holanda
  • Finlândia
  • Reino Unido

Essas nações já estão sujeitas a impostos adicionais anteriormente impostos pela administração Trump. A medida representaria uma escalada no conflito comercial.

Ameaças tarifárias ligadas à Groenlândia

A motivação por trás das novas ameaças tarifárias chamou a atenção internacional. Donald Trump vinculou a imposição das tarifas a um objetivo geopolítico específico.

O objetivo seria a compra da Groenlândia pelos Estados Unidos. A Groenlândia é uma extensa ilha ártica que pertence ao Reino da Dinamarca.

Condições das tarifas

De acordo com o post, as tarifas de 10% aumentariam para 25% em 1º de junho. Permaneceriam em vigor até que um acordo fosse alcançado para a venda do território.

A proposta reintroduz uma fonte de incerteza nas relações transatlânticas. Esse tipo de declaração costuma gerar apreensão nos mercados.

Reação europeia e contramedidas

Em resposta às ameaças, os países da União Europeia criticaram publicamente a postura de Donald Trump. Nações individualmente afetadas demonstraram preocupação com uma nova guerra comercial.

A França propôs responder com uma série de contramedidas econômicas. Segundo fontes, essas medidas não haviam sido testadas anteriormente em situações similares.

Impacto nos mercados emergentes

A perspectiva de retaliações mútuas entre grandes economias pode aumentar a aversão ao risco entre investidores. Isso impacta moedas emergentes como o real.

O desfecho desse embate diplomático e comercial será acompanhado de perto nas próximas sessões.

Contexto político e econômico local

No cenário doméstico, questões políticas também seguem na pauta. Têm impacto mais indireto sobre o câmbio no curto prazo.

O ministro da Economia, Fernando Haddad, tem reiterado que não pretende se candidatar a nenhum cargo nas eleições deste ano. Além disso, conforme informações circulantes, Haddad deve deixar a pasta econômica até o mês de fevereiro.

Observação do mercado financeiro

Mudanças na equipe econômica são sempre observadas com atenção pelo mercado financeiro. Podem sinalizar alterações na direção da política fiscal ou monetária.

No momento, o foco principal dos agentes segue sendo a liquidez internacional e os desdobramentos geopolíticos.

O que esperar para os próximos dias

Com a volta do mercado norte-americano às atividades normais, a expectativa é de que a liquidez seja restaurada. Os movimentos passariam a refletir mais fielmente os fundamentos econômicos.

Investidores aguardam novos indicadores e declarações de autoridades. Avaliarão a trajetória do dólar frente ao real.

Fatores-chave a monitorar

  • Desempenho do índice DXY
  • Evolução do diálogo comercial entre Estados Unidos e Europa
  • Desdobramentos na política econômica local
  • Transição no comando do Ministério da Economia

A sessão desta segunda-feira serviu como um lembrete de como fatores externos e condições técnicas podem se combinar para definir os rumos do câmbio.

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