Desconfiança de economistas sobre o bitcoin: análise dos fundamentos
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O artigo de estreia no Money Times, ao final de 2021, tratou de como grandes economistas não acreditavam no potencial das criptomoedas não lastreadas como moeda. Agora, com as criptomoedas completando aproximadamente uma década de maior conhecimento público, a desconfiança persiste entre especialistas da área.

Tecnologia amadureceu, fundamentos seguem iguais

A tecnologia cripto amadureceu, os preços subiram e o mercado ganhou legitimidade institucional. O bitcoin, ethereum e diversos outros criptoativos ganharam mercado, viraram produto de investimento e entraram na carteira de grandes gestoras. No entanto, os fundamentos econômicos seguem os mesmos, deixando os criptoativos não lastreados ainda distantes de serem considerados moedas de fato. Esse contraste entre inovação tecnológica e solidez econômica alimenta o ceticismo de muitos analistas.

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Escassez não gera valor por si só

O fato de um ativo ser escasso não basta para gerar valor econômico duradouro. Escassez só importa quando há utilidade ou demanda persistente. No caso do bitcoin, sua oferta limitada não é suficiente para garantir que ele funcione como reserva de valor ou meio de troca eficiente. Essa visão é compartilhada por economistas que questionam a real utilidade do ativo além do apelo especulativo.

Krugman: narrativa e especulação

Paul Krugman mantém avaliação semelhante sobre o bitcoin. Para Paul Krugman, o bitcoin segue economicamente pouco útil em escala relevante e ainda depende muito de narrativa, entusiasmo especulativo e apoio político. O Nobel de Economia reforça que, sem lastro ou utilidade prática, a criptomoeda não consegue se firmar como moeda confiável. Sua posição reflete a corrente majoritária entre economistas tradicionais.

Budish: confiança tem custo elevado

Eric Budish, da Universidade de Chicago, argumenta que a grande inovação do bitcoin — criar confiança sem governo, bancos ou tribunais — tem custo econômico elevado. Esse custo, segundo ele, inviabiliza o uso do bitcoin como sistema de pagamentos eficiente em larga escala. A análise de Budish expõe uma fragilidade central: a segurança descentralizada exige recursos que tornam a rede pouco competitiva frente a sistemas tradicionais.

Assim, apesar do crescimento do mercado cripto, a desconfiança dos economistas se mantém ancorada em questões estruturais. Enquanto os fundamentos econômicos não mudarem, o bitcoin continuará sendo visto com reservas por parte significativa da academia.

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