O Google anunciou o fim do suporte ao Manifest V2 no Chrome, substituindo-o pelo Manifest V3 a partir de junho de 2026. A decisão, que visa melhorar segurança, privacidade e desempenho, tem gerado polêmica e levado parte dos usuários a migrar para navegadores concorrentes, como Firefox e Brave.
O que muda com o Manifest V3
Segundo o Google, a troca do Manifest V2 pelo Manifest V3 busca melhorar a segurança, a privacidade e o desempenho do Chrome. O modelo antigo dava às extensões acesso amplo ao tráfego de navegação, permitindo monitorar e alterar dados em tempo real. Com o novo padrão, as extensões ficam limitadas a regras pré-definidas, reduzindo o risco de ações maliciosas, como roubo de dados ou redirecionamento para sites fraudulentos.
Um exemplo citado é a extensão Save Image As Type, que foi sequestrada por criminosos e passou a alterar links de afiliados para desviar comissões. A mudança, portanto, busca coibir esse tipo de abuso.
Impacto em bloqueadores de conteúdo
Desenvolvedores de bloqueadores de conteúdo, incluindo Raymond Hill, afirmam que o novo modelo reduz a eficácia de ferramentas de proteção contra anúncios e rastreadores. A mudança afetará extensões populares como o uBlock Origin, que perderão recursos ou deixarão de funcionar no navegador.
A versão compatível com o novo padrão, o Manifest V3, continuará sendo obrigatória para extensões no Chrome. Nesse modelo, ferramentas como bloqueadores de anúncios ficam mais limitadas, reduzindo parte das funcionalidades do uBlock Origin. Segundo Raymond Hill, criador da extensão, o uBlock Origin Lite não consegue reproduzir a mesma experiência da versão original.
Cronograma da transição
A mudança começa com o Chrome 150, previsto para 30 de junho de 2026. Cerca de um mês depois, o Chrome 151 removerá completamente os componentes restantes do Manifest V2 e eliminará qualquer possibilidade de restaurar o sistema antigo por meio de configurações ocultas ou políticas corporativas. O cronograma foi confirmado por Devlin Cronin, engenheiro do Google, em uma atualização do projeto Chromium.
Usuários buscam alternativas
A decisão tem levado parte dos usuários a buscar alternativas. O Firefox continua compatível com bloqueadores como o uBlock Origin. O Brave, embora também seja baseado no Chromium, conta com um bloqueador de anúncios integrado ao navegador e não depende do sistema de extensões do Google. A migração reflete a insatisfação com as limitações impostas pelo novo padrão.
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Fonte
- canaltech.com.br
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