Chevrolet Volt: por que o pioneiro da GM foi descontinuado?
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Dessa forma, a General Motors encerrou a produção mundial do Chevrolet Volt em fevereiro de 2019. O sedã, que desembarcou oficialmente no Brasil em outubro de 2011, foi, sobretudo, um dos primeiros carros eletrificados da marca comercializados no país. Apesar do pioneirismo, contudo, o modelo não resistiu ao preço elevado e à reestruturação da fabricante para uma nova geração de elétricos.

O Chevrolet Volt nasceu, portanto, com a missão de reduzir a preocupação dos motoristas com a autonomia dos elétricos. Para isso, a GM desenvolveu uma solução híbrida que combinava bateria e motor a gasolina. Esse projeto, contudo, esbarrou em um obstáculo recorrente no mercado: o preço elevado.

O pioneiro da autonomia estendida

Por exemplo, quando se fala nos primeiros carros eletrificados vendidos oficialmente no Brasil, é comum que muitas pessoas lembrem do Nissan Leaf ou do Renault Zoe. Todavia, anos antes da atual popularização dos modelos elétricos, a Chevrolet já havia apostado em uma tecnologia que tentava resolver justamente uma das maiores preocupações dos consumidores: a autonomia. Assim sendo, o protagonista dessa história foi o Chevrolet Volt, um sedã que se tornou referência no início da eletrificação da marca.

Como funcionava o sistema

Lançado mundialmente em 2010, o Volt utilizava uma arquitetura conhecida como EREV (Extended Range Electric Vehicle), isto é, veículo elétrico de autonomia estendida. A proposta da marca era oferecer a experiência de dirigir um carro elétrico sem depender exclusivamente da infraestrutura de recarga. Ou seja, o motorista podia usar eletricidade no dia a dia, com a tranquilidade de contar com um motor a gasolina como reserva.

O funcionamento do Volt era baseado em um motor elétrico principal, que recebia energia da bateria de 16 kWh. Dessa forma, com essa carga, o carro percorria até 80 km sem usar combustível. Após esse limite, o motor 1.4 a gasolina era acionado para gerar eletricidade, mantendo o veículo em movimento por mais quilômetros. Nesse cenário, o motor a gasolina atuava apenas como gerador, sem tracionar diretamente as rodas na maioria das vezes. Isso permitia uma experiência de condução semelhante à de um elétrico, com a vantagem de ter um plano B para longas distâncias. Essa solução, portanto, diferenciava o Volt dos híbridos tradicionais disponíveis na época.

Principais características

  • Bateria: 16 kWh
  • Autonomia elétrica: até 80 km
  • Motor a gasolina: 1.4 (usado como gerador)

Dessa forma, essa arquitetura reduzia a dependência de pontos de recarga e oferecia uma alternativa prática para quem temia a falta de bateria. No entanto, o preço elevado se tornou um obstáculo para a popularização. A proposta tecnológica, apesar de inovadora, não foi capaz de garantir vendas robustas.

Reconhecimento da crítica e preço elevado

O Volt foi elogiado pela imprensa especializada e conquistou prêmios importantes, principalmente como Carro do Ano na América do Norte e Carro Europeu do Ano, na versão Opel Ampera. Esses reconhecimentos, todavia, não impediram que o modelo enfrentasse dificuldades comerciais. Em resumo, a questão central era o preço bastante elevado, que limitava o apelo do veículo no mercado.

No Brasil, por exemplo, o sedã chegou oficialmente em outubro de 2011, tornando-se um dos primeiros carros eletrificados da General Motors comercializados no país. Todavia, a despeito do pioneirismo, o alto custo continuou sendo um entrave para a popularização. Consequentemente, o resultado foi uma trajetória comercial conturbada, que terminou com o anúncio do fim da produção mundial em fevereiro de 2019.

O fim da produção e a Ultium

Portanto, a decisão da GM de encerrar a produção mundial do Chevrolet Volt em fevereiro de 2019 veio acompanhada de um redirecionamento de investimentos. Em seguida, a fabricante passou a apostar em uma nova geração de carros totalmente elétricos, baseada na plataforma Ultium. Essa plataforma, sobretudo, é hoje bem representada por modelos como Spark EUV, Captiva EV, Blazer EV e até o Equinox EV, este último com fim de linha já decretado no Brasil.

Com isso, o Volt saiu de cena para dar lugar a um portfólio 100% elétrico. A decisão, no entanto, não apaga o papel do modelo nos primeiros passos da GM rumo à eletrificação.

Legado e influência do Volt

Assim sendo, o Volt cumpriu seu papel como laboratório tecnológico da marca. A arquitetura EREV, que ele ajudou a popularizar, voltou a ganhar força no mercado mundial, sobretudo entre fabricantes chineses. Portanto, essa influência mostra que a proposta do sedã foi além do seu tempo e contribuiu para o desenvolvimento da mobilidade elétrica.

O interesse atual pelo EREV reforça o legado do Volt. O conceito de usar um motor a gasolina para gerar energia, mantendo a propulsão elétrica, é visto, por exemplo, como uma alternativa para ampliar a autonomia sem depender exclusivamente da infraestrutura de recarga. Ou seja, essa é a mesma lógica que o sedã da Chevrolet ajudou a difundir no início da década de 2010.

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