Série Mulheres na Saúde: equidade de gênero como agenda estratégica
Em março, mês dedicado às mulheres, o Saúde Business lançou a série especial Mulheres na Saúde. A iniciativa destaca lideranças femininas que influenciam decisões, moldam estratégias e impulsionam a transformação do setor de saúde no Brasil.
A proposta da série é ampliar o debate sobre equidade de gênero como agenda estratégica para a sustentabilidade da saúde. Esse tema ganha relevância em um contexto de desafios estruturais.
Contexto brasileiro: conquistas e violência
Enquanto se discute a presença feminina em posições de liderança, dados alarmantes sobre violência contra a mulher seguem sendo registrados. Em 2025, o Brasil contabilizou 1.518 vítimas de feminicídio, de acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Esse número corresponde a quatro mortes por dia. O indicador evidencia a urgência de políticas de proteção e valorização da vida das mulheres.
A série Mulheres na Saúde surge, portanto, em um momento de reflexão sobre conquistas e lutas ainda pendentes.
Carolina Teixeira: trajetória e atuação
Formação e cargos estratégicos
Entre as lideranças destacadas está Carolina Teixeira, executiva cuja atuação abrange diferentes frentes no setor jurídico e de saúde. Ela é membro da Associação Latino-Americana de Direito Médico (ASSOLADEME) e exerce o cargo de conselheira seccional da OAB de Sergipe.
Além disso, Carolina preside a Comissão de Direito do Terceiro Setor do CFOAB. Essa posição a coloca no centro das discussões sobre filantropia e organizações sem fins lucrativos.
Aprimoramento contínuo
Para aprimorar sua formação, ela está cursando dois MBAs:
- Gestão Executiva em Saúde pela Fundação Getulio Vargas (FGV)
- Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral
Características da liderança feminina no setor
A liderança feminina se destaca por características como humanização das relações, capacidade de aglutinação e construção coletiva de soluções. Essas qualidades são consideradas fundamentais para enfrentar os complexos desafios do setor de saúde.
É crucial fortalecer o pipeline de lideranças femininas. Isso envolve identificar e preparar, de forma antecipada, mulheres para ocupar posições estratégicas.
Essa preparação contribui para uma governança mais diversa e eficiente, alinhada às necessidades da população.
Desafios estratégicos para o setor da saúde
Fortalecimento da indústria nacional
Vetores decisivos para o fortalecimento do setor da saúde incluem o fortalecimento da indústria nacional em saúde. A dependência de insumos e matérias-primas internacionais expõe o sistema a vulnerabilidades significativas.
Situações geopolíticas, como a atual guerra no Oriente Médio, já demonstram impactos diretos no abastecimento e no aumento dos custos. Reduzir essa dependência é uma medida estratégica para garantir:
- Segurança assistencial
- Previsibilidade de custos
- Autonomia do sistema de saúde
Investimento em formação profissional
Outro ponto crítico é o investimento na formação qualificada de profissionais. A sustentabilidade do setor está diretamente ligada à qualidade da formação técnica e ética dos profissionais de saúde.
Estruturação de custos e precificação
Paralelamente, é necessária uma estruturação adequada de custos e a formação de preços. A ausência de modelos apropriados de precificação compromete a sustentabilidade das instituições.
Essa limitação afeta a capacidade de investimento e impacta negativamente a qualidade dos serviços prestados. Esses fatores, combinados, exigem atenção contínua de gestores e formuladores de políticas.
Contribuições do terceiro setor para a sustentabilidade
A atuação de profissionais como Carolina Teixeira no terceiro setor ilustra como a filantropia e a gestão qualificada podem contribuir para a resiliência do sistema. A experiência em comissões e conselhos permite abordar questões como precificação e dependência de insumos sob uma perspectiva jurídica e estratégica.
Assim, a série Mulheres na Saúde não apenas celebra conquistas, mas também aponta caminhos para um setor mais equitativo e sustentável. A liderança feminina tem papel central na transformação necessária.
