Bordadeiras indianas luxo: a força invisível da Dior, Prada e Gucci
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O encontro com o artesanato que mudou tudo

Karishma Swali entrou pela primeira vez no atelier de seu pai quando era criança, em Mumbai. Música clássica indiana preenchia o ambiente enquanto artistas têxteis trabalhavam juntos em silêncio. Essa cena marcou o início de uma trajetória que conecta o artesanato indiano às maiores grifes de luxo do mundo.

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Das origens familiares ao império têxtil

O pai de Karishma Swali, Vinod Shah, fundou a empresa têxtil Chanakya International em 1984. A família é de uma pequena vila em Gujarat. Vinod Shah criou a empresa com a ideia de compartilhar com o mundo as identidades coletivas e mostrar como os têxteis sempre foram parte essencial da Índia.

Karishma Swali tem 49 anos e vive em Mumbai. Ela cresceu em um lar onde a família rezava junto quase todas as manhãs. Os pais falavam sobre o conceito samu purushartha, que significa aproximadamente “juntos” e “esforço”. Um dos valores principais é que, a menos que todos ganhem, não é uma vitória.

Parceria com grifes globais

A Chanakya International trabalhou com mais de 30 casas de luxo, incluindo Christian Dior, Prada, Gucci e Schiaparelli. No desfile da Dior de outono de 2023 na Índia, foi criado um enorme toran, uma forma tradicional indiana de recepção. Foram mais de 1.008 peças criadas por diferentes mestres e artesãs para o desfile da Dior.

Escola que transforma vidas

No início, o mais difícil foi criar um currículo robusto, global e relevante para a escola. Depois que o currículo ficou pronto, ninguém aparecia na escola. Karishma Swali foi de porta em porta em comunidades carentes explicando a visão da escola. A escola era gratuita. 22 mulheres apareceram para tentar, muitas acompanhadas por maridos ou sogras.

Dez anos depois, a escola tem uma comunidade de 1.400 mulheres e uma lista de espera. O ato físico de criar com as mãos é talvez o mais forte gesto humano. A inteligência artificial não pode substituir o ato físico de criar com as mãos.

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