A farmacêutica Biomm divulgou em 9 de junho, por meio de fato relevante, um guidance de Ebitda entre R$ 90 milhões e R$ 100 milhões para 2026. O valor representa um crescimento de 3.000% em relação aos R$ 3,3 milhões registrados em 2025. A aprovação da divulgação ocorreu na reunião do conselho de administração em 28 de maio. O anúncio acontece após a saída do Banco Master do quadro societário, cujo escândalo veio à tona em novembro de 2025.
Ramp-up da fábrica e parcerias estratégicas
O crescimento projetado está atrelado ao ramp-up da fábrica em Nova Lima, inaugurada em 2024, e às parcerias com Biomanguinhos/Fiocruz e Funed. A empresa também planeja expandir a marca Glargilin no mercado privado. Além disso, a Biomm busca entrar no mercado de canetas emagrecedoras, com um contrato já firmado com a indiana Biocon.
Mudança no controle acionário
Em abril, a gestora Alaska adquiriu uma participação de 26,15% na companhia, comprando a fatia do Fundo Cartago e do BRB. Daniel Vorcaro detinha 25,86% da Biomm por meio do Fundo Cartago. A empresa foi fundada em 2001 por Walfrido dos Mares Guia.
Troca de CEO e resultados recentes
Em janeiro, a companhia trocou de CEO: Guilherme Maradei assumiu o cargo em 1º de janeiro. No primeiro trimestre de 2026, a receita líquida foi de R$ 92,4 milhões e o lucro líquido foi de R$ 9,7 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 11,7 milhões do mesmo período de 2025. A Biomm reportou um Ebitda de R$ 3,3 milhões no quarto trimestre de 2025, contra um indicador negativo de R$ 69,3 milhões em 2024.
Desempenho das ações
As ações da Biomm na B3 caíram 5,6% em 2026 e 25% em 12 meses. O valor de mercado da companhia é de R$ 917 milhões. Apesar da projeção otimista, o mercado ainda reflete os impactos do escândalo do Banco Master.
