Axia tem lucro de R$ 1,759 bilhão no 3T26, queda de 19%
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A Axia Energia (AXIA3) divulgou nesta quinta-feira seus resultados referentes ao terceiro trimestre de 2026. A companhia reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,759 bilhão, o que representa uma queda de 19,1% em relação aos R$ 2,176 bilhões apurados no mesmo período do ano anterior. No acumulado dos nove primeiros meses, o lucro ajustado somou R$ 7,071 bilhões, um avanço de 98,3% frente a igual intervalo de 2025.

Já no critério contábil IFRS, sem ajustes, o lucro líquido foi de R$ 1,113 bilhão no trimestre. Esse resultado reverte o prejuízo de R$ 5,448 bilhões registrado no 3T25. Nos nove meses, a Axia acumulou lucro líquido IFRS de R$ 4,934 bilhões, contra prejuízo de R$ 7,127 bilhões no mesmo período do ano passado.

Receita estável e PMSO em queda

A receita operacional líquida ajustada alcançou R$ 10,037 bilhões no trimestre. O número ficou em linha com o reportado um ano antes e representou uma redução de 10,3% na comparação com o trimestre imediatamente anterior. A estabilidade anual reflete o equilíbrio entre os reajustes tarifários e a variação no volume de energia transmitida.

As despesas operacionais gerenciáveis, medidas pelo PMSO regulatório ajustado, caíram 9,9% em relação ao 3T25, totalizando R$ 1,385 bilhão. Na visão IFRS ajustada, a despesa recuou 10,4%, para R$ 1,381 bilhão. A companhia atribuiu essa redução a economias em pessoal e serviços, além de ganhos associados à capitalização de custos em projetos de investimento.

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Infraestrutura de transmissão encolhe

No segmento de transmissão, a Axia encerrou o trimestre com 72.090 quilômetros de linhas e 422 subestações. O número de linhas ficou abaixo dos 74.769 quilômetros registrados um ano antes. Essa redução pode estar relacionada a desinvestimentos ou à reclassificação de ativos, embora a fonte não tenha detalhado os motivos.

Apesar da menor extensão de linhas, a empresa mantém um robusto portfólio de projetos. Atualmente, executa 269 empreendimentos de grande porte em transmissão, com previsão de adicionar R$ 2 bilhões à Receita Anual Permitida (RAP) entre 2026 e 2030. O investimento estimado para essa carteira é de R$ 15,2 bilhões. Há também 7.042 iniciativas de pequeno porte em fase de implantação ou previstas.

Endividamento cresce, mas custo cai

A dívida líquida ajustada atingiu R$ 47,568 bilhões em setembro, um aumento de 11,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda regulatório ajustado dos últimos 12 meses, ficou em 2,0 vezes, ante 2,1 vezes no 3T25. Essa leve melhora indica que a geração de caixa cresceu em ritmo próximo ao do endividamento.

O prazo médio da dívida chegou a 56,3 meses, ante 55,5 meses um ano antes. Já o custo médio caiu de CDI mais 0,64% ao ano no 3T25 para CDI mais 0,19% ao ano no 3T26. A redução do spread reflete um ambiente de crédito mais favorável e a estratégia da companhia de alongar o perfil da dívida.

Perspectivas para os próximos trimestres

Os resultados do 3T26 mostram uma Axia em transição: o lucro ajustado recuou na comparação anual, mas a empresa reverteu o prejuízo contábil e manteve a receita estável. A queda do PMSO e a melhora no custo da dívida são sinais de eficiência operacional e financeira.

O foco da companhia segue na execução de seu extenso pipeline de projetos de transmissão, que deve sustentar o crescimento da RAP nos próximos anos. A expectativa é que a adição de R$ 2 bilhões à RAP entre 2026 e 2030 compense a redução na base de ativos e impulsione a geração de caixa. A fonte não detalhou projeções de lucro para os próximos períodos.

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