O Brasil enfrenta dois cenários possíveis até 2027, dependendo do ajuste fiscal. Além disso, analistas da Empiricus Research indicam estratégias diferentes para cada caso, com diversificação ou exposição a juros em queda. Entenda os riscos e as oportunidades.
Risco fiscal mantém ativos sob pressão
Para a Empiricus Research, uma degradação gradual do ambiente econômico é mais provável do que uma ruptura abrupta. Dessa forma, a consequência seria um cenário menos propício para investimentos, elevação da carga tributária e menor potencial de crescimento da economia do país. Na prática, os analistas veem espaço para piora progressiva nas contas públicas, ainda que não haja um colapso imediato.
O crescimento da dívida pública, combinado ao déficit primário e à taxa básica de juros elevada, tende a manter pressionados os ativos domésticos. Por outro lado, segundo os analistas, um ajuste fiscal baseado principalmente no controle de despesas e na melhora do resultado primário poderia trazer alívio para a economia. A diferença entre os dois caminhos, portanto, está na condução das contas públicas. Dessa forma, esse diagnóstico orienta as recomendações contidas nos relatórios especiais para 2027.
Vídeo: YouTube | Fonte: www.moneytimes.com.br
O que acontece sem o ajuste
Se o Brasil não promover um ajuste fiscal, o cenário mais provável é de Selic alta por mais tempo, inflação, real fraco e pouco espaço para valorização dos ativos de risco domésticos. Consequentemente, isso tende a limitar a rentabilidade de aplicações locais e aumentar a busca por proteção.
Nesse ambiente, a estratégia do investidor pode privilegiar:
- Redução da dependência doméstica com diversificação internacional;
- Exposição cambial;
- Ouro;
- Instrumentos de proteção contra alta dos juros e queda da bolsa.
O objetivo é montar uma carteira mais resiliente a um quadro de deterioração gradual. Assim sendo, a Empiricus Research preparou um relatório específico para esse caso, com investimentos para 2027. Nesse relatório, o investidor encontra alternativas para se proteger de um cenário em que as contas públicas não se ajustam. Além disso, a recomendação é evitar concentração em ativos sensíveis ao ciclo doméstico. Dessa forma, o portfólio fica mais preparado para resistir a um ambiente de juros elevados e câmbio desfavorável.
Por que um ajuste crível é importante
Na avaliação dos analistas, um ajuste fiscal crível exige a desaceleração das despesas obrigatórias, revisão de indexações e benefícios, limitação de exceções ao arcabouço e adoção de metas verificáveis. Ou seja, não basta apenas reduzir gastos discricionários; é preciso atacar a rigidez do orçamento. Se essas condições forem atendidas, o efeito sobre a economia pode ser relevante. A credibilidade do ajuste, nesse sentido, é tão importante quanto seu desenho técnico.
“O ajuste poderia reduzir a percepção de risco do país e abrir espaço para uma dinâmica mais favorável para a economia e os mercados, com queda dos juros de longo prazo e reprecificação positiva dos ativos brasileiros”, afirmam no relatório. Assim sendo, essa fala resume o otimismo condicional dos analistas. O veredicto, no entanto, depende da execução de medidas concretas. Contudo, a expectativa é de que o mercado revise suas projeções caso as metas sejam cumpridas.
Estratégias para cada cenário em 2027
Cenário com ajuste fiscal bem-sucedido
A carteira de investimentos pode priorizar ativos de renda fixa que se beneficiam da queda dos juros reais e ativos domésticos que se beneficiam da queda dos juros. Dessa forma, a ideia é aproveitar a reprecificação positiva dos ativos brasileiros.
Cenário sem ajuste fiscal
Por outro lado, a orientação é reduzir a exposição doméstica e buscar segurança em diversificação internacional, câmbio e ouro. Em ambos os casos, a recomendação é respeitar o perfil de risco.
Os dois relatórios especiais elaborados pela Empiricus Research mostram como operar em cada situação. Ademais, as recomendações incluem ativos de renda fixa, ações e fundos imobiliários, entre outros. A fonte não detalhou, no entanto, os ativos específicos indicados em cada panorama, já que o conteúdo completo está nos relatórios. Dessa forma, o investidor precisa avaliar seu horizonte e sua tolerância à volatilidade antes de tomar qualquer decisão.
Relatórios e acesso gratuito
Os dois relatórios especiais com estratégias e investimentos para 2027 estão disponíveis na plataforma da Empiricus+. Neles, os analistas explicam o contexto fiscal do Brasil e o que pode acontecer no caso de o ajuste fiscal acontecer ou não. Além disso, você também terá acesso às recomendações de investimento para ambos os cenários, com ativos de renda fixa, ações e fundos imobiliários, entre outros.
Você, leitor deste texto, pode testar a plataforma da Empiricus+ gratuitamente por 30 dias. Portanto, basta clicar no botão abaixo para liberar o benefício e acessar os relatórios. Essa é a porta de entrada para conhecer as indicações da casa para 2027.
Fonte
- www.moneytimes.com.br
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- dois relatórios especiais (sl.empiricus.com.br)
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