A EQI Research decidiu manter sua carteira recomendada sem alterações para setembro de 2026. Segundo a equipe de análise, não houve inclusão, exclusão ou alteração de pesos em relação ao portfólio de agosto, preservando integralmente a composição de 13 ações. A decisão foi divulgada no relatório mensal da casa, mesmo diante de um cenário de turbulência na bolsa brasileira.
No documento, a instituição destacou que, apesar da piora recente do fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira e da correção observada em diversos setores, continua confortável com a alocação atual da carteira. A equipe reforçou que a estratégia permanece concentrada em empresas capazes de crescer seus resultados sem depender excessivamente de uma melhora da atividade econômica doméstica, combinando balanços saudáveis e vetores microeconômicos positivos.
Essa postura reflete a confiança da casa na resiliência das companhias selecionadas, mesmo em um ambiente de maior aversão ao risco. A seguir, os principais pontos do relatório e o contexto que levou à manutenção da carteira.
Fluxo estrangeiro pressiona a bolsa
A EQI chamou atenção para a intensificação da saída de recursos estrangeiros da B3 nos últimos meses. O saldo acumulado de entrada de capital estrangeiro caiu de R$ 69 bilhões em meados de abril para R$ 17,9 bilhões até 27 de agosto, movimento que contribuiu para a correção do Ibovespa no período. Essa redução expressiva reflete a mudança de humor dos investidores internacionais em relação aos ativos brasileiros.
Segundo a casa, os setores de utilidades públicas e imobiliário estiveram entre os mais pressionados nesse movimento. A saída de recursos estrangeiros tende a afetar com mais intensidade empresas com maior necessidade de capital ou sensíveis a taxas de juros, como é o caso desses segmentos. Ainda assim, a EQI optou por não ajustar a carteira, sinalizando que a correção não alterou a tese de investimento de longo prazo.
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Desempenho de agosto fica abaixo do Ibovespa
A ausência de mudanças também ocorre após um desempenho inferior da carteira em agosto, que recuou 1,42% no mês, ante queda de 0,33% do Ibovespa e recuo de 1,26% do índice de small caps (SMLL). O resultado negativo foi influenciado pela pressão sobre alguns setores da carteira, mas a equipe não viu motivos para revisar as posições.
A EQI reconhece que o mês foi desafiador, porém avalia que a queda não compromete a atratividade das empresas selecionadas. A casa mantém a convicção de que a combinação de fundamentos sólidos e preços descontados pode gerar retornos consistentes no médio e longo prazo. A decisão de não alterar a carteira reforça a visão de que a volatilidade de curto prazo não deve ditar a estratégia.
Foco em balanços saudáveis e micro vetores
De acordo com a análise, a estratégia permanece concentrada em empresas capazes de crescer seus resultados sem depender excessivamente de uma melhora da atividade econômica doméstica. Isso significa que a EQI prioriza companhias com drivers próprios de crescimento, como ganhos de eficiência, expansão de margens, inovação ou exposição a mercados externos. A casa combina balanços saudáveis e vetores microeconômicos positivos para reduzir a dependência do cenário macroeconômico.
Essa abordagem busca proteger a carteira em momentos de desaceleração da economia brasileira. Ao selecionar empresas com capacidade de gerar resultados mesmo em um ambiente de crescimento baixo, a EQI tenta minimizar os riscos associados a choques externos ou domésticos. A manutenção da carteira, portanto, é coerente com essa filosofia de investimento.
Locadora segue com risco-retorno atrativo
Um dos destaques do relatório é a visão sobre uma locadora de veículos que faz parte da carteira. Apesar do desempenho recente, a EQI afirma seguir vendo uma relação risco-retorno atrativa para a empresa, destacando a qualidade da execução operacional, revisões positivas de resultados e um valuation considerado descontado. A casa não revelou o nome da companhia, mas reforçou a confiança na tese.
A manutenção da posição na locadora ilustra a paciência da equipe com ativos que passam por correções temporárias. A EQI entende que o mercado pode estar precificando de forma exagerada os riscos do setor, criando uma oportunidade de compra para investidores de longo prazo. A análise não detalhou números específicos, mas indicou que os fundamentos permanecem sólidos.
O que esperar para setembro
Com a carteira inalterada, a EQI sinaliza que setembro será um mês de observação e manutenção das posições. A casa não antecipou mudanças futuras, mas deixou claro que monitora de perto o fluxo de capital estrangeiro e os indicadores macroeconômicos. A estratégia de manter as 13 ações reflete a crença de que a atual composição está bem posicionada para capturar a recuperação quando ela ocorrer.
Para o investidor, o relatório da EQI oferece uma referência de alocação em um momento de incerteza. A recomendação de não alterar a carteira pode ser interpretada como um voto de confiança nas empresas selecionadas, mesmo diante da turbulência recente. A casa não forneceu projeções de retorno, mas reiterou que a relação risco-retorno segue favorável.
Em resumo, a EQI Research manteve sua carteira recomendada para setembro de 2026 sem alterações, preservando as 13 ações de agosto. A decisão foi baseada na convicção de que as empresas escolhidas têm capacidade de crescer independentemente do cenário macroeconômico, com balanços saudáveis e vetores microeconômicos positivos. Apesar da saída de capital estrangeiro e do desempenho negativo em agosto, a casa segue confortável com a alocação e vê oportunidades em ativos como a locadora de veículos.
Fonte
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