Cimeira do Golfo discute guerra no Irã sem medidas concretas
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Primeira cimeira presencial desde o início da guerra

Os líderes do Golfo reuniram-se em Jeddah, na terça-feira, para a primeira cimeira presencial desde o início da guerra com o Irã. A reunião consultiva do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) focou-se em coordenação, diplomacia e segurança regional. Presidida pelo príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, a cimeira não anunciou medidas conjuntas concretas.

O príncipe herdeiro saudita recebeu pessoalmente o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, no avião à chegada a Jeddah, num gesto de cortesia. No entanto, a representação dos Emirados Árabes Unidos ficou a cargo do ministro das Relações Exteriores Abdullah bin Zayed Al Nahyan, e não do seu presidente. A ausência de Omã, sem confirmação pública da sua representação, indicou um empenho desigual no bloco.

Diplomacia e reabertura do Estreito de Ormuz

As declarações oficiais apontaram para áreas gerais de acordo, não para medidas políticas concretas. Os líderes sublinharam a diplomacia, a coordenação regional e a reabertura do Estreito de Ormuz. O secretário-geral do CCG, Jasem Mohamed Albudaiwi, afirmou que as discussões se centraram na busca de uma via diplomática. O Catar alertou para o risco de um ‘conflito congelado’ prolongado.

A cimeira ocorreu no momento em que os Estados do Golfo tentam equilibrar seus laços de segurança com os Estados Unidos e evitar uma nova escalada com o Irã. A fonte não detalhou se houve avanços concretos nesse equilíbrio.

Críticas dos Emirados Árabes Unidos

Os Emirados Árabes Unidos criticaram abertamente a resposta do CCG à guerra do Irã. Anwar Gargash, um alto funcionário dos Emirados, descreveu a posição política e militar do bloco como a ‘mais fraca da sua história’. No mesmo dia, os Emirados Árabes Unidos anunciaram sua retirada da OPEP e da OPEP+, movimento que pode refletir insatisfação com a postura do bloco.

Apesar das divergências, a cimeira manteve o tom conciliatório. A reunião consultiva não produziu resoluções vinculantes, mas serviu para alinhar discursos. A fonte não informou se novas cimeiras estão agendadas.

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