Salário chega a R$ 52 mil nas áreas com maiores remunerações
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Profissionais que atuam como gerentes de risco de crédito em grandes bancos no Brasil estão entre os mais bem remunerados da área, com salários que podem chegar a R$ 52 mil. A informação é do Guia Salarial 2026, elaborado pela consultoria Michael Page e divulgado com exclusividade pelo Estadão.

O estudo analisou 286 funções gerenciais, ouvindo 7.147 profissionais e 998 empresas de todo o Brasil. Ele oferece um panorama detalhado do mercado de trabalho em nível gerencial.

Os cargos mais bem pagos em grandes empresas

Nas grandes empresas, as posições com maiores salários são:

  • Gerente de risco de crédito: R$ 52 mil
  • Gerente de governança corporativa: R$ 48 mil
  • Gerente de relações com investidores: R$ 45 mil
  • Gerente na área de saúde: R$ 45 mil

Profissionais que ocupam cargos de gerência no setor de recursos humanos também integram a lista das áreas mais bem pagas. Os valores apontados referem-se apenas ao salário bruto e não incluem remuneração variável.

Esses dados mostram uma concentração de altos salários em setores estratégicos e regulados.

Remunerações em pequenas e médias empresas (PMEs)

Maiores salários em PMEs

Em pequenas e médias empresas, a remuneração máxima para cargos gerenciais na área de risco de crédito atinge cerca de R$ 39 mil. As funções de gestão financeira, marketing e comercial surgem entre os mais bem pagos.

Um gerente de marketing em uma empresa de saúde pode receber R$ 35 mil. Cargos ligados à tecnologia, como Gerente Executivo de Tecnologia e Gerente de Engenharia de Dados, também aparecem entre os mais bem remunerados em PMEs.

Menores salários em PMEs

Em contraste, a menor remuneração em nível de gerência é ocupada por profissionais do setor operacional em pequenas e médias empresas. A média salarial nessa posição é de R$ 9 mil por mês.

Essa disparidade reflete diferenças setoriais históricas no mercado de trabalho.

Diferenças históricas entre setores

Historicamente, os setores de serviços financeiros, energia e infraestrutura detêm médias salariais superiores em relação ao varejo e prestação de serviços. Essa tendência se mantém no Guia Salarial 2026.

Cargos em finanças e saúde lideram os rankings de remuneração. Lucas Oggiam, diretor da Michael Page, é a fonte por trás do estudo, que busca mapear as tendências salariais no país.

O levantamento serve como referência para profissionais e empresas na definição de políticas de carreira e contratação.

Metodologia e limitações do guia

O Guia Salarial 2026 analisou 286 funções gerenciais, ouvindo 7.147 profissionais e 998 empresas de todo o Brasil. Os valores reportados são apenas salários brutos, sem incluir remuneração variável.

Isso pode subestimar a renda total em cargos com bônus significativos. A fonte não detalhou a distribuição geográfica ou setorial específica além das informações fornecidas, limitando análises regionais.

Além disso, o estudo foca em cargos gerenciais, deixando de fora posições de nível operacional ou técnico em grandes empresas.

Essas considerações ajudam a contextualizar os números apresentados. No geral, o guia oferece um retrato valioso das remunerações no topo da pirâmide corporativa brasileira.

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