Caso Epstein: imagens dos depoimentos dos Clinton divulgadas
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Na semana passada, Bill e Hillary Clinton enfrentaram interrogatórios separados perante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. As audiências, que duraram mais de quatro horas para cada um, tiveram como foco o alegado envolvimento do casal no caso do financeiro Jeffrey Epstein, acusado de abuso sexual de menores.

Os depoimentos ocorreram em um contexto de intenso escrutínio público sobre as conexões de figuras públicas com o criminoso.

Negativas categóricas de envolvimento

Em suas declarações, tanto Bill quanto Hillary Clinton foram categóricos ao afirmar que não tiveram qualquer envolvimento ou conhecimento prévio das atividades criminosas de Jeffrey Epstein.

O ex-presidente e a ex-secretária de Estado reforçaram que nunca suspeitaram do comportamento ilegal do financeiro durante os períodos em que mantiveram contato com ele. Essa posição foi mantida de forma consistente ao longo de todo o interrogatório, conforme os registros das sessões.

Além disso, nenhum dos Clinton foi formalmente acusado de irregularidades pelas vítimas de Epstein. A menção dos seus nomes nos arquivos relacionados ao caso não é considerada, pelas autoridades, como indicativo ou confirmação de conduta criminosa por parte do casal.

Essa distinção foi destacada durante as investigações, que buscam separar associações sociais de possíveis cumplicidades.

As fotografias e a relação com Epstein

Imagens nos arquivos do criminoso

Um dos pontos abordados durante o depoimento de Bill Clinton foi a presença de suas imagens nos arquivos do criminoso sexual. Entre os registros, há fotografias que mostram o ex-presidente, incluindo uma em que ele aparece em um jacuzzi.

Os membros do comitê questionaram Clinton sobre as circunstâncias em que essa imagem específica foi tirada, buscando entender a natureza do relacionamento entre as duas figuras.

Contato inicial e natureza da relação

Bill Clinton explicou que conheceu Jeffrey Epstein em 2002, quando voou a bordo do jato particular do financeiro. Esse contato inicial ocorreu devido ao trabalho humanitário desenvolvido pela fundação dos Clinton.

O ex-presidente descreveu a relação como cordial, mas recusou o termo “amigos” para defini-la. “Éramos simpáticos um com o outro, mas não o conhecia bem o suficiente para dizer que éramos amigos”, afirmou durante a audiência.

Fim do contato e alegações de ignorância

Durante seu testemunho, Bill Clinton afirmou que nunca detectou irregularidades na convivência com Epstein. O ex-presidente revelou que terminou sua relação com o financeiro anos antes de 2008, quando Epstein se declarou culpado por aliciar uma menor para prostituição.

“Não vi nada quando estava com ele que me fizesse perceber que ele estava a traficar mulheres”, declarou Clinton aos congressistas.

Essa alegação de desconhecimento foi reforçada pela declaração de que o contato entre ambos cessou bem antes das primeiras condenações do financeiro. A cronologia apresentada por Clinton busca estabelecer uma distância temporal entre suas interações sociais com Epstein e o período em que as atividades criminosas do financeiro se intensificaram e vieram à tona publicamente.

Menção a Donald Trump

Diálogo revelador

Um momento revelador do depoimento ocorreu quando Bill Clinton mencionou uma conversa pessoal que teve com Donald Trump sobre Jeffrey Epstein. Segundo o ex-presidente, esse diálogo ocorreu por volta de 2002 ou 2003, período em que ambos mantinham contato com o financeiro.

A revelação acrescenta uma nova camada às investigações sobre as redes de relacionamento de Epstein.

Questionamento sobre testemunho de Trump

Quando questionado se achava que Donald Trump deveria testemunhar perante os congressistas, Bill Clinton respondeu: “Isso têm de ser vocês a dizer. Mas ele conhecia-o bem.”

A declaração coloca em evidência a extensão das conexões de Epstein dentro do círculo político e empresarial norte-americano, sugerindo que outras figuras públicas podem ter informações relevantes para o caso.

O testemunho de Hillary Clinton

Negativas específicas

Em sua audiência separada, Hillary Clinton foi igualmente enfática ao negar qualquer ligação com Jeffrey Epstein ou conhecimento de suas atividades criminosas. A ex-secretária de Estado estendeu essa afirmação para incluir Ghislaine Maxwell, associada próxima do financeiro.

“Não tinha ideia das atividades criminosas deles”, declarou Clinton durante o interrogatório.

Ausência de contato físico

Hillary Clinton foi específica ao detalhar a ausência de contato físico com os locais associados a Epstein. “Não me lembro de ter encontrado o Sr. Epstein. Nunca voei no seu avião, nem visitei sua ilha, suas casas ou os seus escritórios. Não tenho nada a acrescentar a isso”, afirmou.

Essa declaração busca estabelecer uma separação clara entre sua trajetória pública e os espaços onde ocorreram os alegados crimes.

Reação aos crimes e crítica ao sistema

Repúdio aos crimes

Além de negar envolvimento, Hillary Clinton expressou repúdio aos crimes cometidos por Epstein e Maxwell. “Como qualquer pessoa decente, fiquei horrorizada com o que descobrimos sobre os crimes deles”, declarou.

A ex-secretária de Estado também criticou o sistema judicial pela punição inicial aplicada ao financeiro em 2008.

Crítica à punição leve

“É incompreensível que o Sr. Epstein tenha inicialmente recebido uma punição leve em 2008, o que lhe permitiu continuar suas práticas predatórias por mais uma década”, afirmou Clinton.

Essa observação aponta para falhas processuais que podem ter contribuído para a continuidade dos abusos, um aspecto que tem sido amplamente discutido no desdobramento do caso.

Conclusão e impacto das audiências

Os depoimentos de Bill e Hillary Clinton representam mais um capítulo nas investigações sobre as redes de influência de Jeffrey Epstein. Enquanto as audiências não produziram novas acusações contra o casal, elas ampliaram o entendimento público sobre a extensão dos contatos sociais do financeiro com figuras proeminentes.

As declarações reforçam a complexidade de separar associações pessoais de conhecimento criminal em casos de abuso sistêmico.

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