Argentina, Guiana e Brasil continuam bem posicionados para impulsionar o crescimento da produção de petróleo na América do Sul nos próximos anos. Enquanto isso, a Venezuela, detentora de grandes reservas, enfrenta desafios econômicos, incertezas políticas e competição de projetos mais atraentes em outros países.
Esse cenário deve manter sua produção abaixo da de seus vizinhos por muitos anos, redefinindo o mapa energético regional. Os investimentos estão sendo direcionados a empreendimentos com retorno quase garantido.
Três países lideram a expansão petrolífera
Projetos estratégicos na Argentina, Guiana e Brasil adicionarão mais de 700 mil barris por dia à produção de petróleo em 2024. Em contraste, o potencial da Venezuela é de apenas 300 mil barris por dia.
Disparidade de produção até 2030
Essa diferença coloca os três países em vantagem sobre a Venezuela pelo menos até 2030, segundo as projeções disponíveis. A produção de petróleo da América Latina como um todo ultrapassará 8,8 milhões de barris por dia em 2024.
Brasil como principal motor do crescimento
O Brasil liderará esse crescimento regional. Além disso, o investimento em xisto na Argentina deve ser um grande impulsionador, reforçando a tendência de expansão.
Venezuela enfrenta obstáculos persistentes
A indústria petrolífera venezuelana enfrenta um longo caminho rumo a uma recuperação plena devido à incerteza política e de negócios.
Incentivos dos EUA e desafios estruturais
Recentemente, a Casa Branca tem incentivado companhias petrolíferas dos EUA a investir rapidamente na Venezuela. No entanto, esses esforços ainda não são suficientes para superar os desafios estruturais que limitam a produção.
A combinação de fatores adversos deve manter o país atrás de seus vizinhos por um período prolongado, conforme indicam as análises.
Investimentos impulsionam o crescimento regional
O investimento na indústria petrolífera da América Latina deve aumentar em 2026. Esse capital será principalmente direcionado a projetos com retorno de investimento quase garantido.
Foco em projetos específicos
- Empreendimentos greenfield na Guiana e no Suriname
- Mais investimentos na região de Vaca Muerta, na Argentina
Valorização do setor de xisto
O setor de xisto de Vaca Muerta está estimado em cerca de US$ 11 bilhões em 2026, após um valor de US$ 9,4 bilhões em 2025. Essa injeção de recursos promete sustentar a expansão da produção nos próximos anos, consolidando a liderança regional.
Perspectivas para os próximos anos
Argentina, Guiana e Brasil devem manter vantagem sobre a Venezuela pelo menos até 2030, com base nas projeções atuais.
Liderança brasileira no cenário global
O Brasil, em particular, liderará o crescimento da produção de petróleo da América Latina neste ano, reforçando sua posição no cenário global.
Limitações venezuelanas
Enquanto isso, a Venezuela, apesar de seu potencial, continua limitada por incertezas que dificultam uma recuperação rápida. Assim, o mapa energético sul-americano se redefine, com foco em estabilidade e retorno garantido para os investidores.