UBS prevê cortes da Selic a partir de março
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, na última quarta-feira (28), manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano. A resolução foi unânime e marca a quinta manutenção consecutiva da taxa nesta posição.

Segundo análise do UBS BB, o comunicado do Copom trouxe uma sinalização clara de que os cortes de juros podem começar já em março. Isso indica uma mudança de cenário para a política monetária brasileira.

Mudanças no comunicado do Copom

O Banco Central realizou alterações relevantes no texto oficial divulgado após a reunião. O principal destaque foi a sinalização clara de que os cortes de juros podem começar em março.

Além disso, o texto enfatizou a “serenidade” tanto no ritmo quanto na magnitude dos cortes futuros. O processo de flexibilização dos juros depende de um contexto de redução da inflação, conforme destacado pelo órgão.

Essas alterações na comunicação são vistas pelos analistas como um passo importante para preparar o mercado para uma nova fase.

Projeções do UBS para o ciclo de cortes

Cenário-base: reduções de 50 pontos-base

O UBS BB avalia que essa reunião marcou o fim do ciclo de juros estáveis. O cenário-base do banco é de cortes de 50 pontos-base por reunião, começando em março.

Essas reduções iriam até a última reunião antes das eleições de setembro. O resultado seria um total de 250 pontos-base de cortes ao longo de cinco reuniões.

Cenário alternativo: corte menor em março

Um corte menor, de 25 pontos-base em março, é visto como cenário alternativo pelo relatório. Essa trajetória projetada sugere um movimento gradual, mas consistente, de afrouxamento monetário.

Revisão das previsões para 2026

O relatório do UBS antecipou sua projeção para o início do ciclo de cortes para março de 2026. A projeção anterior era abril de 2026, indicando uma expectativa de início mais cedo.

A mudança se deve à comunicação do Copom e à melhora do cenário cambial, segundo os analistas. A melhora do cenário cambial ajuda a trazer as projeções de inflação para mais perto da meta de 3,0% em 2027.

Esse ajuste reflete uma visão mais otimista sobre as condições externas e seu impacto na economia doméstica.

Expectativas para o final de 2026

A projeção dos analistas para a Selic ao final de 2026 passou de 12,0% para 11,50%. Esse cenário depende de algum ajuste fiscal após as eleições, conforme destacado no relatório.

A combinação de fatores monetários e fiscais será crucial para determinar a trajetória final dos juros. O UBS reforça que a comunicação serena do Banco Central é um elemento chave para esse processo.

Dessa forma, o mercado financeiro começa a se preparar para um novo capítulo na política de juros.

Implicações para a economia

A perspectiva de cortes na Selic a partir de março pode influenciar diversos setores da economia. Crédito, investimentos e consumo tendem a reagir às expectativas de juros mais baixos.

No entanto, o ritmo sereno dos cortes, como sinalizado pelo Copom, sugere cautela. A inflação controlada e o cenário cambial favorável são pilares para essa transição.

Assim, os próximos meses serão decisivos para confirmar se a era dos juros parados realmente chegou ao fim.

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