Anúncio oficial da visita de Delcy Rodríguez
A Casa Branca informou na quarta-feira que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, planeja visitar Washington em breve. O anúncio marca um novo capítulo nas relações bilaterais, que passaram por tensões significativas nos últimos anos.
A administração americana divulgou a notícia oficialmente, sem detalhes adicionais sobre data ou agenda do encontro. A fonte não detalhou esses aspectos logísticos.
Delcy Rodríguez já havia feito declarações sobre uma possível visita à capital americana. Ela disse que, se fosse a sua vez de visitar Washington como líder da Venezuela, o faria “de pé, andando, não arrastada”.
Contexto político recente da Venezuela
Encontro Trump-Machado
O anúncio da viagem surge dias depois de um encontro entre o ex-presidente americano Donald Trump e a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado. Esse encontro, realizado em Washington, discutiu o processo de transição política na Venezuela.
No entanto, Trump excluiu María Corina Machado do processo de transição por considerar que ela não tem apoio suficiente. Essa decisão sinaliza uma mudança na abordagem americana.
Apoio de Trump ao governo interino venezuelano
Donald Trump apoiou publicamente o novo governo de Delcy Rodríguez, afirmando que ele opera sob a tutela da sua administração. O ex-presidente americano assegurou que o governo está cumprindo todas as exigências de Washington.
Petróleo e economia
Entre as exigências cumpridas estão:
- Acesso ao setor petrolífero venezuelano
- Envio de milhões de barris de petróleo bruto para os EUA para comercialização
Trump foi otimista em relação ao futuro econômico da Venezuela. Ele afirmou que o país vai ganhar mais dinheiro com o petróleo “nos próximos seis meses” do que nos últimos 20 anos.
O ex-presidente americano também elogiou a liderança atual, dizendo que “A liderança é boa e inteligente”. Segundo Trump, após o atentado que capturou Nicolás Maduro, as autoridades aceitaram rapidamente chegar a um acordo com os EUA.
Questão dos presos políticos na Venezuela
Em paralelo ao anúncio da visita, os Estados Unidos pediram na quarta-feira, durante sessão da OEA, a “libertação incondicional” dos presos políticos. O embaixador americano Leandro Rizzuto declarou:
“Cerca de 1000 pessoas continuam injustamente detidas. Os Estados Unidos pedem a libertação incondicional de todos os presos políticos injustamente detidos.”
Rizzuto acrescentou que a resolução desse problema será essencial para alcançar estabilidade, prosperidade e normalidade na Venezuela.
Divergências sobre números
Há divergências sobre os números reais de libertações:
- A relatora Gloria Monique de Mees assegurou que foram libertados 143 presos políticos
- Ela afirmou que não foram libertados os 406 presos políticos alegados pelo governo de Delcy Rodríguez
- Donald Trump garantiu que o governo libertou “muitos” presos políticos
A falta de dados oficiais consolidados torna difícil precisar a extensão real das libertações.
Posição da oposição venezuelana
A líder da oposição, María Corina Machado, reuniu-se com o presidente da OEA, Albert Ramdin, em Washington. Durante sua estadia, ela denunciou que o chavismo “manipulou a situação” na Venezuela.
Machado afirmou que “não é verdade que a maioria dos presos políticos tenha sido libertada”, contradizendo parcialmente as declarações de Trump.
A exclusão de Machado do processo de transição sugere que os EUA estão priorizando um diálogo direto com as autoridades atuais. A oposição, no entanto, continua vocal e ativa no cenário internacional.
Conclusão: cenário complexo para a visita
A visita planejada de Delcy Rodríguez a Washington ocorre em um contexto complexo, marcado por:
- Expectativas econômicas
- Questões de direitos humanos
- Divisões políticas internas
Os desdobramentos desse encontro poderão definir os rumos das relações entre os dois países nos próximos meses.
