A liquidação extrajudicial do Will Bank, anunciada pelo Banco Central, deve adicionar até R$ 7 bilhões ao volume que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) terá de devolver aos investidores da instituição.

A cifra representa o volume estimado de CDBs do Will Bank em circulação e eleva a conta total do fundo para R$ 48 bilhões, se forem somados os ressarcimentos das aplicações do Banco Master e agora, de seu controlado.

O montante representa 40% do caixa do fundo de R$ 122 bilhões, pressionando significativamente seus recursos.

Impacto para os investidores do Will Bank

A partir de agora, as negociações com CDBs do Will Bank ficam paralisadas e os depósitos ficam bloqueados. Quem tem algum título do banco terá de esperar para receber o dinheiro.

Processo de pagamento do FGC

Os pagamentos do FGC acontecem depois que o fundo recebe a lista de credores, que é enviada pelo liquidante, escolhido pelo Banco Central. Apenas com essa lista em mãos é que o FGC conseguirá definir o cronograma de devolução do dinheiro.

Ainda não há informações de quanto tempo vai demorar para isso acontecer.

Limites e condições do ressarcimento

Como os desembolsos do Banco Master já estão em curso, espera-se que o pagamento do Will Bank não leve tanto tempo como foi com o controlador.

O dinheiro devolvido é limitado a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e inclui tanto o valor investido quanto os rendimentos acumulados até a data de hoje. Essa é a garantia padrão oferecida pelo fundo em casos de liquidação de instituições financeiras.

Histórico da liquidação do Will Bank

A Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento vinha operando sob Regime Especial de Administração Temporária desde a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em 18 de novembro de 2025.

O Will Bank havia sido preservado da liquidação do Master no ano passado em meio à possibilidade de venda para o fundo árabe Mubadala. O negócio, no entanto, não foi para a frente.

Eventos que levaram à decisão

A situação financeira da fintech comprada pelo Master em 2024 se tornou insustentável nas últimas semanas. No dia 19 de janeiro de 2026, a Will Financeira descumpriu a grade de pagamentos com o arranjo Mastercard, levando ao bloqueio de sua participação no sistema de pagamentos.

Diante do comprometimento da situação econômica, da insolvência da instituição e do vínculo de interesse com o Banco Master, o Banco Central decidiu pela liquidação extrajudicial da Will Financeira.

Cálculo do passivo do FGC

A estimativa do mercado desse passivo de R$ 7 bilhões a serem honrados pelo FGC se baseia nos dados do IF.data do Banco Central.

Os dados do IF.data do Banco Central apontavam um montante de R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo do Will Bank, praticamente todos relativos a CDBs, no fim do terceiro trimestre de 2025. Esses números servem de base para o cálculo do volume que o fundo garantidor terá de desembolsar.

Próximos passos para os investidores

Com a paralisação das negociações, os investidores agora aguardam os próximos passos formais do processo. A definição do cronograma de pagamentos depende diretamente da entrega da lista de credores pelo liquidante nomeado pelo Banco Central.

Enquanto isso, o FGC se prepara para um dos maiores desembolsos de sua história, que consumirá uma fatia significativa de seu caixa.

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