Gaza entra na segunda fase do cessar-fogo, diz Steve Witkoff
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O enviado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Steve Witkoff, anunciou nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, que o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza está entrando em sua segunda fase.

A informação foi divulgada por meio de um post na rede social X, marcando um novo capítulo após dois anos de conflito entre Israel e o grupo Hamas.

Witkoff destacou que a transição visa avançar do cessar-fogo para etapas de desmilitarização, governança tecnocrática e reconstrução da região.

Anúncio da segunda fase do cessar-fogo

Em sua declaração, Steve Witkoff afirmou que os Estados Unidos estão “anunciando o lançamento da Fase Dois do Plano de 20 Pontos do Presidente para Acabar com o Conflito de Gaza”.

Segundo ele, o movimento representa uma passagem do cessar-fogo para ações concretas de estabilização. O acordo, intermediado com a ajuda de Trump, prevê o estabelecimento de um governo tecnocrático em Gaza como parte central desta etapa.

No entanto, o enviado norte-americano não forneceu detalhes sobre a composição da nova administração palestina de transição que governará o território.

Contexto do acordo de paz

O cessar-fogo, alcançado no âmbito do plano de 20 pontos, entrou em vigor em outubro e pôs fim a grande parte dos combates.

A primeira fase do acordo trifásico envolveu:

  • Libertação, pelo Hamas, de todos os reféns que detinha, exceto um
  • Libertação de centenas de palestinos de prisões israelenses

A transição para a segunda fase ocorre agora, com foco em medidas estruturais de longo prazo. Este desenvolvimento surge como um passo significativo em direção a uma solução duradoura para a crise.

Comitê tecnocrático e mediadores internacionais

Os países mediadores do acordo de cessar-fogo – Egito, Turquia e Qatar – manifestaram apoio à criação do comitê tecnocrático.

Eles congratularam-se com a iniciativa e afirmaram que o grupo será dirigido por Ali Shaath, antigo vice-ministro da Autoridade Palestina.

Perfil de Ali Shaath

Shaath, natural de Gaza, possui as seguintes qualificações:

  • Atuou como vice-ministro dos transportes da Autoridade Palestiniana
  • É engenheiro e especialista em desenvolvimento económico e reconstrução
  • Tem biografia publicada no site do Instituto de Investigação da Política Económica Palestiniana

Os mediadores descreveram a formação do comitê como “um desenvolvimento importante para melhorar a situação humanitária em Gaza”.

Funções do comitê tecnocrático

O grupo tecnocrático terá a tarefa de prestar serviços públicos aos mais de 2 milhões de palestinos que vivem na Faixa de Gaza.

Suas nomeações fazem parte de um plano mais vasto para pôr fim ao domínio de 18 anos do Hamas no território. Contudo, o comitê enfrenta grandes desafios e perguntas sem resposta.

A fonte não detalhou aspectos como operações e financiamento do comitê, que ainda precisam ser esclarecidos.

Desafios para a implementação do acordo

A implementação de um novo governo em Gaza e a consolidação do cessar-fogo enfrentam enormes obstáculos.

Questões de segurança e desarmamento

Entre os principais desafios estão:

  • Destacamento de uma força de segurança internacional para supervisionar o acordo
  • Processo de desarmamento do Hamas

Steve Witkoff ressaltou que os Estados Unidos esperam que o grupo devolva imediatamente o último refém morto como parte de suas obrigações no âmbito do acordo.

Esta demanda reflete a complexidade das negociações e a necessidade de cumprimento integral dos termos estabelecidos.

Custos da reconstrução de Gaza

As Nações Unidas estimam que a reconstrução da Faixa de Gaza custará mais de 50 mil milhões de dólares (42 mil milhões de euros).

O montante evidencia a dimensão dos danos após anos de conflito e a urgência de iniciativas de recuperação.

Estrutura de supervisão pendente

Os nomeados para o comitê tecnocrático irão gerir os assuntos quotidianos em Gaza, sob a supervisão de um “Conselho de Paz” liderado por Trump.

A fonte não detalhou os membros deste conselho nem definições sobre a força de segurança internacional, pontos que permanecem em aberto.

Perspectivas para o futuro de Gaza

A entrada na segunda fase do cessar-fogo marca um momento crítico para o futuro de Gaza.

Enquanto as partes envolvidas buscam avançar com a desmilitarização e a governança tecnocrática, questões práticas como financiamento e segurança continuam sem respostas claras.

Foco na reconstrução econômica

A nomeação de Ali Shaath, com sua experiência em desenvolvimento económico, sugere um foco na reconstrução.

O sucesso dependerá da cooperação internacional e do cumprimento das obrigações por todos os lados.

Processo em andamento

O processo está longe de ser concluído, com etapas complexas pela frente. A comunidade internacional acompanhará de perto a evolução das medidas anunciadas.

Existe esperança de que levem a uma paz sustentável na região. Por ora, as declarações de Witkoff e dos mediadores oferecem um vislumbre de progresso.

Os desafios substanciais ainda exigirão atenção e esforço contínuos para serem superados.

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