Plano&Plano e Cury têm retração em lançamentos no 4T25, mas crescem
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Retração no quarto trimestre de 2025

As incorporadoras Plano&Plano (PLPL3) e Cury (CURY) fecharam o quarto trimestre de 2025 com queda no volume de lançamentos na comparação anual. Esse movimento representa um contraste com o desempenho geral do ano, que permanece positivo para ambas as companhias.

A fase final de 2025, portanto, mostra um ritmo mais moderado de novos projetos no mercado imobiliário.

Desempenho da Plano&Plano no 4T25

A Plano&Plano encerrou o período com quatro lançamentos, totalizando 2.315 unidades. O volume representa uma queda expressiva de 51,1% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

Em contraste, o Valor Geral de Vendas (VGV) 100% alcançou R$ 617 milhões no período. Isso demonstra que os projetos lançados têm valorização significativa.

Desempenho da Cury no 4T25

Já a Cury lançou cinco empreendimentos no quarto trimestre. Isso significa uma redução de 28,6% frente ao 4T24.

O VGV lançado pela empresa somou R$ 1,29 bilhão, com recuo de 7,9% na comparação. Esses números indicam que, apesar da retração, as duas empresas mantiveram atividade no mercado, ainda que em ritmo mais lento.

Crescimento sustentado no ano acumulado

Apesar da desaceleração no trimestre, Plano&Plano e Cury seguem apresentando crescimento no acumulado de 2025, tanto em VGV quanto em unidades. Esse cenário sugere que as empresas conseguiram compensar a queda do final do ano com desempenho robusto nos períodos anteriores.

O resultado anual, portanto, mantém trajetória ascendente para o setor.

Resultados anuais da Plano&Plano

No caso da Plano&Plano, o acumulado do ano mostra:

  • 21 lançamentos
  • 17.801 unidades
  • VGV 100% de R$ 5,3 bilhões

Esse desempenho representa um crescimento de 38,0% em relação a 2024, um avanço considerável.

Além disso, as vendas líquidas da empresa somaram R$ 1,5 bilhão apenas no quarto trimestre. Isso representa alta de 118,8% na comparação anual.

Resultados anuais da Cury

Por outro lado, a fonte não detalhou os números acumulados da Cury para 2025. A informação disponível se restringe ao desempenho trimestral, que já aponta para a manutenção de atividade, mesmo com recuo.

A trajetória anual das duas empresas, no entanto, confirma a resiliência do segmento de incorporação.

Valorização e contratos públicos

Ticket médio da Plano&Plano

Um dos destaques do trimestre foi a valorização dos lançamentos da Plano&Plano. O ticket médio dos empreendimentos foi de R$ 266,5 mil.

Isso representa:

  • Alta de 5,0% frente ao terceiro trimestre
  • Crescimento de 18,2% na comparação anual

Esse movimento indica que a empresa está focando em projetos com maior valor agregado. Isso pode explicar parte da queda no volume.

Contrato com a CDHU

Além disso, a Plano&Plano contratou um empreendimento com a CDHU no valor de R$ 56 milhões. A parceria com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo reforça a atuação da empresa no segmento de habitação de interesse social.

Esse tipo de contrato costuma trazer estabilidade para o fluxo de caixa das incorporadoras.

Dados da Cury

Em contraste, a Cury não teve informações detalhadas sobre ticket médio ou contratos públicos no período. A fonte se limitou aos dados de lançamentos e VGV, sem especificar a estratégia de preços ou parcerias.

A ausência de dados, no entanto, não significa ausência de atividade. Apenas indica que a informação não foi divulgada.

Perspectivas para o mercado imobiliário

O desempenho das duas empresas no quarto trimestre de 2025 reflete um cenário de ajuste no mercado imobiliário. A retração nos lançamentos pode estar relacionada a fatores como:

  • Custos de construção
  • Condições de crédito
  • Estratégia comercial

A manutenção do crescimento anual, porém, sugere que o setor segue em expansão, ainda que com altos e baixos.

Estratégia da Plano&Plano

Para a Plano&Plano, o forte crescimento nas vendas líquidas no trimestre – 118,8% na comparação anual – indica demanda aquecida pelos seus produtos.

Esse dado, combinado com o aumento do ticket médio, aponta para uma estratégia de valorização que parece estar dando resultados. A empresa consegue vender menos unidades, mas por preços mais altos.

Estratégia da Cury

Já a Cury apresentou queda mais moderada nos lançamentos (28,6%) e recuo menor no VGV (7,9%). Esses números sugerem que a empresa também está ajustando seu portfólio, possivelmente focando em projetos de maior valor.

A trajetória das duas incorporadoras, portanto, segue alinhada com as tendências do mercado.

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