Ibovespa sobe com IPCA na meta e recordes nos EUA; dólar recua
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O Ibovespa fechou a sexta-feira (9) em alta, marcando um desempenho positivo na primeira semana de 2026. O movimento foi sustentado pela inflação oficial do Brasil permanecer dentro da meta estabelecida pelo Banco Central e pelo cenário favorável nos mercados internacionais.

Paralelamente, a moeda norte-americana registrou queda frente ao real, em um dia marcado também pela aprovação histórica do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.

Desempenho da Bolsa e do Câmbio

O principal índice da B3, o Ibovespa, terminou as negociações de sexta-feira com valorização de 0,27%, aos 163.370,31 pontos. Com isso, o indicador encerrou a última sessão da primeira semana do ano em tom positivo.

No acumulado dos cinco dias, o ganho foi mais expressivo, atingindo 1,77%.

Movimentação do Dólar

No mercado de câmbio, o dólar à vista encerrou o pregão cotado a R$ 5,3658, registrando uma desvalorização de 0,43% no dia. A queda semanal foi ainda mais acentuada, com o recuo de 1,10% ante o real.

Esse movimento ocorreu em um contexto de expectativas sobre a política monetária global e notícias comerciais relevantes para a economia brasileira.

Inflação dentro da meta estabelecida

Os dados de inflação divulgados recentemente trouxeram um cenário misto, mas dentro dos parâmetros esperados pelas autoridades. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a acelerar no mês de dezembro de 2025, subindo 0,33%.

Em novembro do mesmo ano, a alta havia sido de 0,18%.

Resultado Anual e Meta do Banco Central

Apesar da aceleração no último mês, o IPCA fechou o ano de 2025 dentro do intervalo de tolerância da meta perseguida pelo Banco Central. A inflação oficial acumulada no ano ficou em 4,26%.

A meta do BC é de 3%, com uma margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece um teto de 4,5%.

Em 12 meses até dezembro de 2025, a variação acumulada do IPCA é a menor registrada desde 2018, quando ficou em 3,75%. Esse dado contribuiu para um ambiente de relativa tranquilidade entre os investidores em relação ao controle de preços.

Acordo histórico com a União Europeia

Um fato de grande relevância para o cenário externo foi a aprovação, pela União Europeia, do acordo com o Mercosul. A conclusão ocorreu após mais de 25 anos de negociações entre os blocos.

A medida abre caminho para a criação da maior zona de livre comércio do mundo.

Expectativas para 2026

O governo brasileiro espera que o acordo entre União Europeia e Mercosul entre em vigor ainda em 2026. A expectativa de maior integração comercial e novos fluxos de investimento pode ter influenciado positivamente o sentimento do mercado em relação aos ativos brasileiros.

Destaques e Baixas no Pregão

Maiores Altas

  • Multiplan (MULT3)
  • Raízen (RAIZ4)
  • Cury (CURY3)
  • Cogna (COGN3)

Essas empresas figuraram entre as que puxaram o índice para cima.

Maiores Quedas

  • Assaí (ASAI3)
  • Azzas 215 4 (AZZA3)
  • Magazine Luiza (MGLU3)

As ações da Vale (VALE3) caíram cerca de 1%, contribuindo para limitar os ganhos do índice.

Movimentação Corporativa

Rafael Russowsky renunciou aos cargos de diretor financeiro e de Relações com Investidores da GPA (PCAR3). A fonte não detalhou os motivos para a saída, que ocorre em um momento de movimentação no mercado.

Contexto e Perspectivas

A combinação de fatores internos e externos moldou o comportamento dos mercados financeiros nesta primeira semana do ano. A inflação dentro da meta, apesar da aceleração pontual, oferece um piso de confiança para os investidores.

Além disso, a perspectiva de um grande acordo comercial reforça as expectativas de crescimento para a economia.

O desempenho da bolsa de valores e a desvalorização do dólar refletem, em parte, esse otimismo cauteloso. Os próximos passos das autoridades monetárias, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, e a implementação efetiva do acordo com a União Europeia serão acompanhados de perto.

Esses elementos devem continuar a influenciar a direção dos ativos brasileiros nas semanas que virão.

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