Milei: Argentina apoia pressão dos EUA por liberdade na Venezuela
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O presidente da Argentina, Javier Milei, utilizou a tribuna da 67ª Cúpula do Mercosul para fazer duras críticas ao governo venezuelano e defender mudanças no bloco sul-americano. Durante discurso na sessão plenária realizada em Foz do Iguaçu (PR), o mandatário argentino saudou explicitamente a pressão internacional sobre Caracas, em declarações que repercutem no cenário regional.

Críticas diretas ao governo Maduro

Em sua intervenção, Javier Milei não poupou palavras ao se referir à situação da Venezuela. O presidente argentino afirmou que o país vizinho continua ‘padecendo de uma crise política, humanitária e social devastadora’.

Além disso, ele classificou o governo de Nicolás Maduro como ‘a ditadura atroz e desumana do narcoterrorista’, que lançaria ‘uma sombra escura sobre a nossa região’.

Milei foi ainda mais enfático ao declarar que ‘esse perigo e essa vergonha não podem continuar existindo no nosso continente, ou vão terminar arrastando todos consigo’. O presidente argentino também reiterou ‘nosso chamado de que se respeite a vontade do povo venezuelano’, posicionando-se claramente em favor de mudanças políticas no país governado por Maduro.

O discurso ocorre em um contexto de tensões regionais e segue declarações polêmicas recentes do mandatário argentino sobre outros países sul-americanos.

Apoio à oposição venezuelana

O presidente argentino também fez referência ao reconhecimento internacional recebido pela oposição venezuelana. Milei saudou especificamente ‘o reconhecimento internacional à coragem de María Corina Machado’, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2025.

O prêmio foi entregue na semana passada à filha da opositora, Ana Corina Sosa Machado. Durante a cerimônia, ela leu um discurso escrito pela mãe que defendia a democracia e equiparava o chavismo a um ‘terrorismo de Estado’.

Essa menção reforça o alinhamento do governo argentino com setores críticos ao regime de Maduro. A referência ao Nobel ocorre em meio a um cenário de polarização política na região, com diferentes governos adotando posturas distintas em relação à Venezuela.

Defesa de mudanças no Mercosul

Além das críticas à Venezuela, Javier Milei utilizou sua fala para defender transformações no próprio Mercosul. O presidente argentino afirmou que a experiência mostrou que seu país já decidiu romper com o ‘modelo falido’ de protecionismo, burocracia e complacência.

Segundo Milei, a Argentina se tornou um país que produz, comercializa e compete internacionalmente sem depender ‘do capricho de Estados nem de regulações absurdas’. Ele defendeu que ‘se realmente queremos prosperidade, aceitamos a coragem de deixar para trás as receitas fracassadas’, em clara referência a modelos econômicos anteriores.

Comentário sobre vitória de Kast no Chile

O presidente argentino também comentou sobre a vitória de José Antonio Kast no Chile, afirmando que ela expressa ‘uma clara demanda social por economias mais competitivas, abertas e flexíveis’. Para Milei, ‘a mudança política na América Latina deve ser interpretada como um claro sinal ao Mercosul’.

Questionamento sobre futuro do bloco

Em seu discurso, Javier Milei lançou um questionamento direto sobre o rumo do Mercosul. O presidente argentino perguntou: ‘queremos um Mercosul que seja um motor de crescimento ou um freio para o futuro?’.

Ele mesmo respondeu que ‘a Argentina já respondeu a essa pergunta’, defendendo que é necessário ‘liberemos as forças produtivas que ficaram décadas contidas’.

Essas declarações ocorrem em um momento de debate sobre o futuro do bloco comercial, com diferentes visões sobre seu papel e funcionamento. A postura de Milei reforça sua defesa por maior abertura comercial e menos regulamentação.

As declarações do presidente argentino contrastam com posições de outros governos da região, criando um cenário de discussão sobre os rumos da integração sul-americana.

Transmissão limitada do discurso

A divulgação do discurso de Javier Milei ocorreu de forma limitada durante a cúpula. O vídeo com sua fala foi publicado pela comunicação do governo argentino, mas com atraso em relação ao evento.

O governo brasileiro, que ocupa a Presidência pro tempore do Mercosul até dezembro, transmitiu ao vivo apenas as falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira. Coube aos demais países os registros de seus respectivos presidentes durante o evento.

Somente o Paraguai, que assumirá a Presidência do bloco em janeiro por seis meses, fez a transmissão em tempo real das intervenções. Essa diferença na cobertura reflete as dinâmicas políticas em jogo durante a reunião do Mercosul.

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