Líder do PT afirma à PF que caso Master checará R$ 1 bi da Previdência
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Representação pede ampliação de investigação

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), protocolou representação na Superintendência Regional da Polícia Federal do Rio de Janeiro. O documento, assinado na terça-feira, 18, solicita a ampliação das investigações sobre o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro.

A representação busca verificar o uso indevido de recursos previdenciários para atividades ilícitas. O parlamentar defende a inclusão de todas as operações financeiras relacionadas ao caso.

Investigação original e prisão de Vorcaro

Daniel Vorcaro foi preso na noite de segunda-feira, 17, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). A operação policial investiga a emissão de títulos falsos pelo Banco Master.

A representação de Lindbergh Farias cita reportagem da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, como referência. O líder petista argumenta que a investigação restrita ao núcleo original impediria a identificação completa das condutas.

Limitações da investigação

Essa limitação dificultaria o rastreamento dos fluxos financeiros. Deixaria sem apuração a parte mais sensível do possível esquema ilícito.

Risco aos recursos previdenciários

A parte mais sensível do possível esquema ilícito é a utilização indevida de recursos de fundo previdenciário público. O Rioprevidência gerencia aposentadorias e pensões dos servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro.

Nos últimos meses, o Banco Master recebeu investimentos superiores a R$ 1 bilhão do fundo Rioprevidência. A decisão de alocar recursos vultosos em instituição sob investigação, sem justificativas técnicas robustas, pode representar:

  • Dano ao erário
  • Risco aos beneficiários do sistema previdenciário
  • Possível crime de gestão temerária ou fraudulenta

Alertas do Tribunal de Contas

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ) já havia emitido alertas sobre a elevação abrupta da exposição financeira do Rio Previdência ao Banco Master. Em outubro, o órgão apontou que o Rioprevidência investiu cerca de R$ 1 bilhão em aplicações do Master quando a instituição financeira já estava em crise.

A elevação ocorreu sem lastro técnico suficiente, sem análise adequada de risco e possivelmente em violação à política de investimentos do fundo. Essas constatações reforçam os pedidos de investigação mais aprofundada.

Pedido de oitiva de envolvidos

O deputado reivindica oitiva com o governador Cláudio Castro (PL) e representantes do Rioprevidência e do Master. Lindbergh quer incluir todas as operações financeiras, decisões de investimento e aportes realizados pelo fundo de Previdência do governo do Rio de Janeiro ao Master.

Ele diz ser necessário que a Polícia Federal apure se gestores do Rioprevidência ou do governo do Rio de Janeiro atuaram com negligência deliberada, comissiva ou em conluio com agentes privados. Ademais, o parlamentar afirma que a exposição do fundo ao Banco Master pode representar práticas de corrupção administrativa ou favorecimento indevido.

Próximos passos da investigação

A representação protocolada por Lindbergh Farias aguarda análise da Polícia Federal para definição sobre a ampliação das investigações. O caso envolve valores significativos e potencial impacto nos cofres públicos, especialmente no sistema previdenciário fluminense.

Enquanto isso, as autoridades seguem apurando as denúncias originais sobre o Banco Master. A expectativa é que novas informações surjam com o avanço dos trabalhos policiais.

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