China: auroras boreais raras no norte do país
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Fenômeno raro no céu chinês

Moradores no norte da China testemunharam um espetáculo incomum na noite de quarta-feira: auroras boreais iluminando o céu noturno. O fenômeno ocorreu durante o pico de uma forte tempestade geomagnética, associada a uma fase de elevada atividade solar.

As luzes coloridas, normalmente restritas a regiões polares, surpreenderam observadores em diversas localidades chinesas.

Observações em Pequim e outras regiões

Em Pequim, especificamente, luzes em tons de rosa pálido e de verde surgiram por volta das 19:00. O espetáculo luminoso cruzou o céu da capital durante aproximadamente 20 minutos.

Além disso, moradores em Huairou e Yanqing compartilharam imagens do fenômeno, documentando o evento incomum.

Explicação científica do evento

Li Xin, do Planetário de Pequim, confirma que as auroras continuam a ser raras na China. Segundo o especialista, esses fenômenos tornam-se possíveis durante o máximo solar, período de intensa atividade em nossa estrela.

As partículas carregadas emitidas pelo Sol interagem com o campo magnético terrestre, criando as luzes coloridas nas regiões polares.

Condições para observação na China

As auroras são mais prováveis nas zonas setentrionais mais escuras da China, onde a poluição luminosa é menor e a latitude favorece a observação. Contudo, mesmo nessas áreas, o fenômeno permanece incomum.

O evento da quarta-feira foi particularmente significativo para a comunidade científica e para o público em geral.

Duração variada pelo território

Enquanto em Pequim as luzes duraram cerca de 20 minutos, mais ao norte, em Hulunbuir, o espetáculo prolongou-se por quase 10 horas. Essa diferença na duração reflete a intensidade variável da tempestade geomagnética em diferentes latitudes.

Quanto mais próximo das regiões polares, mais intenso e duradouro tende a ser o fenômeno.

Cores e características visuais

Em Hulunbuir, especificamente, faixas de vermelho intenso e de verde foram visíveis sobre Genhe e Erguna. As cores vibrantes contrastaram com o céu noturno, criando imagens espetaculares.

A diversidade cromática observada em diferentes regiões demonstra a complexidade desses eventos atmosféricos.

Registros e documentação

Moradores em Huairou e Yanqing foram rápidos em compartilhar imagens do fenômeno através de plataformas digitais. As fotografias e vídeos mostram claramente as luzes coloridas dançando no céu noturno.

Esses registros tornaram-se valiosos para pesquisadores que estudam a ocorrência de auroras em latitudes médias.

Documentação em Hulunbuir

As imagens de Hulunbuir, onde o fenômeno durou quase 10 horas, permitiram uma documentação mais completa da evolução das luzes ao longo do tempo.

A fonte não detalhou quantas pessoas testemunharam o evento ou quantos registros foram feitos, mas a ampla circulação nas redes sociais sugere um interesse significativo da população.

Contexto astronômico atual

A forte tempestade geomagnética que atingiu o pico representa uma fase de elevada atividade solar característica do máximo solar. Durante esses períodos, o Sol emite maior quantidade de partículas carregadas.

Essas partículas podem interagir com a magnetosfera terrestre, sendo responsáveis não apenas pelas auroras, mas também por possíveis interferências em sistemas de comunicação.

Ocorrência em latitudes menores

As auroras tornam-se possíveis durante o máximo solar porque a intensidade das partículas solares é suficiente para alcançar latitudes menores que o habitual.

No entanto, mesmo nessas condições, a ocorrência em território chinês permanece incomum, destacando a singularidade do evento observado na noite de quarta-feira.

Perspectivas futuras

Considerando que as auroras continuam a ser raras na China, eventos como o da quarta-feira mantêm seu caráter excepcional. Especialistas como Li Xin enfatizam que, embora o máximo solar aumente as probabilidades, não há garantia de repetição frequente.

A ocorrência depende de uma combinação específica de fatores astronômicos e atmosféricos.

Áreas com maior potencial de observação

As zonas setentrionais mais escuras da China permanecem como as áreas com maior potencial para observação futura. Entretanto, a previsão exata de quando e onde novas auroras poderão ser avistadas ainda representa um desafio para a ciência.

A fonte não detalhou se há expectativa de novos eventos similares nos próximos meses.

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