Prejuízo líquido ampliado no terceiro trimestre
A Casas Bahia (BHIA3) registrou prejuízo líquido de R$ 496 milhões no terceiro trimestre de 2025. Esse valor representa um aumento significativo em relação aos R$ 369 milhões do mesmo período de 2024.
O resultado negativo ocorre mesmo com o crescimento nas vendas, que avançaram 8,5% na base anual. A empresa enfrenta desafios para converter o volume de negócios em lucratividade.
Receita líquida e desafios financeiros
A receita líquida da varejista subiu 7,3% na comparação anual, totalizando R$ 6,9 bilhões. Esse movimento reflete a expansão das atividades da empresa.
No entanto, custos e despesas impactaram o resultado final. A trajetória de prejuízos ampliados preocupa investidores, que acompanham as medidas para reverter esse quadro.
Crescimento no volume de vendas
Desempenho consolidado
O volume total de mercadorias vendidas (GMV) consolidado aumentou 8,5% ante o terceiro trimestre de 2024. O valor alcançou R$ 10,5 bilhões, representando um acréscimo de R$ 825 milhões nas transações.
No acumulado do ano, o crescimento do GMV chega a R$ 2,5 bilhões sobre 2024. Isso indica uma recuperação gradual nas operações da empresa.
Canais de venda
As lojas físicas avançaram 5,9% em GMV, com vendas nas mesmas lojas crescendo 7,8%. Esse desempenho demonstra resiliência no varejo tradicional.
O e-commerce registrou alta de 12,7%, marcando o quarto trimestre consecutivo de expansão. Este canal tem se mostrado crucial para a estratégia de diversificação.
Desempenho do comércio eletrônico
Vendas diretas e marketplace
No segmento online, as vendas diretas (1P) cresceram 9,2%. Este foi o melhor desempenho em 15 trimestres.
Já o marketplace (3P) expandiu 17,7% em volume, com receita aumentando 19%. O take rate do 3P foi de 13,2%, refletindo eficiência na monetização.
Tendências digitais
A sequência de altas no e-commerce consolida a transição dos consumidores para plataformas online. Esta tendência foi acelerada nos últimos anos.
A empresa tem investido neste canal para capturar demanda e melhorar a experiência do cliente. Esses fatores são essenciais para a competitividade no varejo.
Indicadores de rentabilidade operacional
Ebitda ajustado
O Ebitda ajustado da Casas Bahia somou R$ 587 milhões no terceiro trimestre. Isso representa alta de 19,6% na comparação anual.
A margem do Ebitda ajustado ficou em 8,5%, com aumento de 0,8 ponto percentual. Este indicador mostra melhora na eficiência operacional.
EBIT e margens
O EBIT cresceu 57%, alcançando R$ 282 milhões. A margem ficou em 4,1%, indicando controle melhor dos custos operacionais.
Esses resultados positivos sugerem avanços na gestão, embora desafios persistam na linha final. A evolução dessas métricas será chave para a sustentabilidade.
Margens e controle de despesas
Margem bruta
A margem bruta foi de 30,0% no terceiro trimestre de 2025. Este valor está abaixo dos 31,6% registrados no mesmo período de 2024.
A contração reflete pressões nos custos das mercadorias ou ajustes de preços. Manter margens saudáveis é fundamental para a lucratividade no varejo.
Despesas SG&A
As despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) recuaram 2,4 pontos percentuais. Elas ficaram em 22,5% da receita líquida.
Essa redução indica esforços para otimizar a estrutura de custos. O equilíbrio entre investimentos e eficiência seguirá em foco para a recuperação financeira.
