O mercado brasileiro de SUVs híbridos ganhou mais um concorrente com a chegada do Leapmotor C10 REEV. O modelo, que combina motor elétrico e um propulsor a combustão como gerador, promete aliar eficiência e tecnologia em um pacote familiar. Mas, como todo veículo, tem qualidades que agradam e outras que podem incomodar. A seguir, destacamos cinco pontos altos e outros nem tanto do SUV.
Visual limpo e teto panorâmico generoso
O Leapmotor C10 REEV apresenta um design que se distancia do padrão de outros SUVs chineses. As linhas são limpas, a dianteira tem identidade própria e a carroceria transmite uma sensação de modernidade sem exagerar nos vincos. Um detalhe chama ainda mais atenção: o teto panorâmico, que ocupa uma área generosa e deixa o conjunto bastante interessante até quando observado de cima.
Essa escolha estética contribui para uma aparência sofisticada e arejada, algo que muitos consumidores valorizam. A transição para o interior reforça essa proposta, com um aproveitamento de espaço que merece destaque.
Cabine espaçosa e acabamento cuidadoso
O C10 REEV também merece elogios pelo aproveitamento da cabine. O SUV tem bom espaço para os passageiros, inclusive no banco traseiro, e transmite uma sensação de amplitude que combina com sua proposta familiar. O assoalho e a disposição dos bancos ajudam a deixar o ambiente confortável para quem viaja atrás.
Outro destaque é o acabamento acima da média, com materiais e montagem que passam uma impressão de cuidado. Quando somamos isso ao bom isolamento acústico e ao acerto da suspensão, o C10 se mostra um SUV agradável para passar bastante tempo a bordo, seja nos deslocamentos urbanos ou em viagens. O teto panorâmico, então, ajuda muito a quem quer relaxar e curtir o visual.
Tecnologia embarcada em abundância
O C10 também chama a atenção pela quantidade de tecnologia embarcada. A central Leap One de 14,6 polegadas, o painel digital de 10,25 polegadas, a chave digital pelo celular, o cartão NFC e as atualizações remotas mostram que a Leapmotor tentou transformar o SUV em uma espécie de computador sobre rodas.
Uma das tecnologias curiosas do C10 REEV é a possibilidade de usar uma chave NFC para acessar e ligar o carro. A ideia é interessante porque elimina a necessidade de carregar uma chave convencional e mostra o quanto a Leapmotor apostou na digitalização do SUV. Outro ponto bastante satisfatório é a possibilidade de realizar atualizações de sistema remotamente, ou Over-The-Air (OTA). A facilidade dispensa a necessidade de ir até uma concessionária sempre que algum recurso do SUV precisar receber uma atualização.
Segurança e conforto em lista extensa
A lista de segurança também é extensa, com sete airbags, frenagem autônoma de emergência e piloto automático adaptativo, além de monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro, assistente de permanência em faixa e câmeras com visão 360 graus. Há ainda bancos dianteiros elétricos com aquecimento e ventilação, carregador por indução e sistema de som de 12 alto-falantes.
Esses equipamentos reforçam o caráter familiar e tecnológico do modelo, oferecendo uma experiência mais segura e confortável. No entanto, a forma como algumas funções são acessadas pode gerar frustração, como veremos a seguir.
Autonomia combinada de 950 km
Não tem como deixar de destacar a autonomia do C10 REEV. A Leapmotor declara 950 km de alcance combinado no ciclo WLTP, enquanto a autonomia elétrica homologada pelo PBEV/Inmetro é de 111 km. Ou seja, o motorista pode aproveitar a bateria na rotina e contar com o motor 1.5 como gerador quando precisar percorrer distâncias maiores.
A receita é relativamente simples de explicar. O motor elétrico entrega 215 cv e 32,6 kgf/m e movimenta as rodas, enquanto o propulsor 1.5 aspirado de ciclo Atkinson funciona exclusivamente como gerador. A bateria permite rodar no modo elétrico e, quando a carga diminui, o motor a combustão entra em ação para produzir energia.
Central multimídia exige paciência
A tela Leap One de 14,6 polegadas é bonita, tem boa definição e concentra uma enorme quantidade de funções. O problema aparece justamente quando o motorista precisa acessar alguma configuração menos óbvia. Algumas tarefas básicas, como ajustar os espelhos retrovisores externos, exigem navegar por menus quando um comando físico resolveria tudo de maneira muito mais rápida.
Essa dependência da tela pode ser um incômodo no dia a dia, especialmente para quem prefere soluções mais diretas. A ausência de Android Auto e Apple CarPlay também incomoda. O C10 vendido atualmente no Brasil não oferece espelhamento do celular, embora tenha loja de aplicativos, navegação integrada e outros recursos próprios na central Leap One.
Curtiu tudo o que o Leapmotor C10 tem a oferecer? Então não deixe de ler também o review completo do SUV que promete acabar com qualquer preconceito.
