A China suspendeu as importações de carne bovina do frigorífico da MBRF (MBRF3) em Promissão (SP), identificado pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) 2543. A medida foi comunicada oficialmente pelas autoridades chinesas, mas sem detalhar as razões. A companhia, por sua vez, afirmou que as demais habilitações da unidade estão mantidas, incluindo a autorização para exportar aos Estados Unidos.
Em nota, a MBRF informou que abriu diálogo com as autoridades competentes e que está confiante na robustez de seus processos. A empresa reforçou que a suspensão se restringe à exportação de carne bovina para a China, não afetando outros destinos. A decisão ocorre em um momento de expectativa para o setor, que aguarda a abertura de uma nova cota chinesa em janeiro de 2027.
Sem detalhes oficiais sobre a suspensão
O comunicado oficial chinês não especifica os motivos da suspensão. No entanto, fontes consultadas pelo Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, apontaram que a medida foi tomada após a detecção consecutiva de resíduos de fluazuron em cargas exportadas. O princípio ativo é utilizado em medicamentos veterinários para o controle de carrapatos em bovinos e não é permitido pelas autoridades chinesas.
Essa informação, porém, não foi confirmada oficialmente nem pela China nem pela empresa. A MBRF limitou-se a afirmar que está dialogando com as autoridades e que confia em seus processos. A falta de detalhes oficiais gera incerteza sobre a duração da suspensão e os próximos passos.
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Reação da Abiec e impacto no setor
Procurada, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne Bovina (Abiec) informou que não foi comunicada oficialmente sobre a suspensão do frigorífico brasileiro. A entidade, que representa os exportadores, não se manifestou sobre possíveis impactos ou medidas a serem tomadas. A ausência de comunicação oficial à associação sugere que o caso pode estar sendo tratado diretamente entre a empresa e as autoridades chinesas.
A suspensão ocorre em meio à expectativa de retomada dos embarques brasileiros de carne bovina para a China, que deve abrir uma nova cota em janeiro de 2027. O mercado acompanha com atenção o desenrolar do caso, pois a China é um dos principais destinos da carne brasileira. A medida, ainda que pontual, pode gerar reflexos na confiança dos importadores.
O que diz a MBRF
A companhia afirmou que as demais habilitações da unidade de Promissão estão mantidas, incluindo a autorização para exportar aos Estados Unidos. “A empresa reforça ainda que abriu diálogo com as autoridades competentes, confiante na robustez de seus processos”, informou, na nota. A MBRF não deu prazo para resolução do impasse nem detalhou as medidas que está adotando.
A unidade de Promissão é uma das plantas da MBRF habilitadas para exportação, e a suspensão chinesa representa um revés temporário. A empresa busca reverter a decisão por meio de negociações e demonstração de conformidade. Enquanto isso, as operações para outros mercados seguem normalmente.
Contexto do fluazuron
O fluazuron é um princípio ativo usado em medicamentos veterinários para controle de carrapatos em bovinos. Sua presença em carnes exportadas é motivo de rejeição por parte da China, que possui limites rigorosos para resíduos. A detecção consecutiva em cargas da MBRF teria levado à suspensão, segundo fontes.
Especialistas do setor explicam que o uso inadequado ou o desrespeito ao período de carência do medicamento pode resultar em resíduos acima do permitido. A China adota política de tolerância zero para substâncias não autorizadas, o que torna o cumprimento das normas essencial para manter as habilitações. A MBRF não comentou especificamente sobre o fluazuron.
Próximos passos e expectativas
Com a suspensão, a MBRF perde temporariamente o acesso ao mercado chinês para a unidade de Promissão. A empresa aposta no diálogo com as autoridades para reverter a medida. Não há prazo definido para uma resposta, e a fonte não detalhou os procedimentos em andamento.
O setor exportador brasileiro permanece atento, especialmente diante da cota chinesa prevista para janeiro de 2027. A expectativa é de que o caso seja resolvido antes desse período, mas não há garantias. A Abiec, por ora, não se pronunciou além de afirmar que não foi comunicada oficialmente.
