O segundo turno da eleição presidencial de 2026, marcado para este domingo, 25 de outubro, coloca frente a frente duas chapas com candidatos a vice de perfis distintos. De um lado, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) repete a dobradinha de 2022 com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Do outro, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) acompanha o senador Flávio Bolsonaro (PL), que terminou o primeiro turno na frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, segundo apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A disputa acirrada reflete a polarização do cenário político nacional. Enquanto Alckmin traz a experiência de quem já ocupou a vice-presidência e foi governador de São Paulo por quatro mandatos, Gaspar representa uma aposta do PL em um nome menos conhecido nacionalmente, mas com forte atuação no Congresso. A escolha dos vices, muitas vezes estratégica, ganha ainda mais relevância em um pleito decidido por margem estreita.
Alckmin repete dobradinha com Lula
Geraldo Alckmin, de 73 anos, é médico e político com longa trajetória. Filiado ao PSB desde 2022, ele já foi governador de São Paulo em quatro ocasiões e, atualmente, ocupa o cargo de vice-presidente da República. Sua aliança com Lula, selada em 2022, foi vista como um movimento para ampliar o arco de apoio ao petista, atraindo setores mais moderados.
Na campanha de 2026, Alckmin tem atuado como um elo entre o governo e o empresariado, reforçando o discurso de estabilidade econômica. A repetição da chapa, segundo analistas, busca transmitir continuidade e experiência administrativa. A fonte não detalhou, contudo, eventuais mudanças no papel do vice em um eventual novo mandato.
Gaspar é aposta do PL
Alfredo Gaspar, deputado federal por Alagoas, é advogado e exerce seu primeiro mandato na Câmara. Sua indicação como vice na chapa de Flávio Bolsonaro surpreendeu parte do meio político, já que o parlamentar não figurava entre os nomes mais cotados. A escolha, porém, reforça a estratégia do PL de valorizar quadros regionais e a base bolsonarista no Nordeste.
Gaspar tem se destacado por uma atuação alinhada às pautas conservadoras e por sua proximidade com a família Bolsonaro. Durante a campanha, ele tem enfatizado a defesa de valores tradicionais e a crítica à gestão petista. A fonte não detalhou como será a divisão de responsabilidades caso a chapa seja eleita.
Primeiro turno acirrado
Os números do primeiro turno mostram um cenário de forte polarização. Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%, conforme dados do TSE. A diferença de menos de dois pontos percentuais indica que o segundo turno será decidido voto a voto, com os vices podendo influenciar na captação de eleitores indecisos.
A campanha de Lula tem explorado a experiência de Alckmin para atrair eleitores de centro, enquanto a de Flávio Bolsonaro aposta na identificação de Gaspar com o eleitorado conservador. A fonte não detalhou as estratégias específicas de cada chapa para o segundo turno.
O papel dos vices na reta final
Na reta final, os candidatos a vice intensificam suas agendas em estados-chave. Alckmin tem priorizado encontros com setores produtivos e participação em debates sobre economia. Gaspar, por sua vez, concentra esforços em redutos bolsonaristas e em eventos religiosos, buscando mobilizar a base.
Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que, em eleições tão disputadas, a figura do vice pode ser decisiva para transmitir confiança e complementar o perfil do cabeça de chapa. A fonte não detalhou, porém, se haverá mudanças nas estratégias de comunicação das campanhas nos últimos dias.
Com a votação marcada para domingo, 25 de outubro, os eleitores terão a oportunidade de decidir entre duas visões de país. A expectativa é de alta participação, e o resultado deve refletir a capacidade de cada chapa em converter indecisos e ampliar sua base de apoio.
Fonte
- investnews.com.br
- Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (resultados.tse.jus.br)
- 6 de outubro (noticias.stf.jus.br)
